Nem sempre viajar é a resposta

27 jun

Não, eu não desisti do blog e tou fazendo apologia antiviagem (pausa pra você comemorar, hehe). É que eu li no perfil de um cidadão numa rede social uma frase que me chamou atenção: “Uma pessoa vale o quanto ela viaja”.

Não, meu amigo. Como dizem por aí, você está fazendo isso errado.

Viajar não garante upgrade do valor de ser humano nenhum. Viajar não é, tampouco, a grande solução para todos os seus problemas, certeza de felicidade incondicional ou passagem garantida para o paraíso. Quem me dera! ;)

Pra começar, um fato óbvio: nem todo mundo gosta de viajar. Tem quem prefira ficar em casa, ame sua rotina, sinta muito mais carinho pelo apartamento montado com tanto cuidado do que pelas milhas aéreas, e não há nada de errado nisso.

Outra obviedade: tem quem não tenha grana pra fazer nem mesmo a viagem mais econômica possível, porque faltam coisas muito mais básicas e urgentes. E mais uma: tem também momentos nas nossas vidas em que simplesmente não é hora de cair no mundo.

Sim, esse é um blog de viagens (ainda que num sentido mais amplo). Mas não quero, deusmelivre, passar a impressão de que acredito nas viagens como entidades superpoderosas e fundamentais pra realização pessoal de toda e qualquer pessoa. Como já falei aqui algumas vezes, pra mim as viagens de verdade, dessas que mexem com a gente, são muito mais um estado de consciência do que um ponto no GPS.

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Você tem um travel monster dentro de si? Maravilha! Tamos juntos. Ainda assim, criar expectativas demais em relação a uma viagem pode ser bem ruimSair da zona de conforto, abraçar o desconhecido, se desafiar, ultrapassar barreiras e conhecer outras culturas são todas ações muito poderosas, com potencial de mudar sua vida. Mas não necessariamente isso vai acontecer.

Se as condições não forem propícias – tanto dentro quanto fora de você -, a viagem pode não ser assim tão enriquecedora. E se a motivação for uma fuga, você pode perceber que a distância física não é suficiente pra se afastar de certas coisas e que nem sempre adianta cruzar oceanos se você foge de algo que faz parte de você.

Outra coisa que às vezes nos escapa é que tampouco é necessário ir muito longe pra viver experiências transformadoras ou pra ver a vida de outra forma. Em geral, é mais difícil fazer coisas diferentes na sua própria cidade, ficar atento aos pequenos prazeres da vida no meio da rotina de sempre e encontrar a beleza que existe no cotidiano cinzento. Mas existe algo de perigoso, creio eu, em depositar toda sua esperança de felicidade em algo que geralmente não pode ser uma constante em nossas vidas. E, nesse processo, se esquecer de todas as outras coisas lindas que tão ali do lado :)

Sim, esse é um blog de viagens, e não por acaso. Viajar é algo que tem feito de mim quem sou, e lembrar de como me senti ao viver diversas experiências longe de casa me traz infinitos apertos de saudade. Viagens são e acho que sempre serão prioridades pra mim.

Ainda assim, precisava tentar contribuir um pouco, assim como já têm feito outros blogueiros, pra desmistificar esse auê simplista de quem fala que viagens são o único gasto que te deixa mais rico, por exemplo. E a grana que você investiu em livros, cursos, filmes, espetáculos? E o dinheiro desembolsado pelos seus pais (ou por você mesmo, se tiver filhos) pra sustentar uma nova pessoinha nessa vida e testemunhar sua descoberta do mundo? Isso tudo não te enriqueceu como pessoa?

Digo tudo isso não só pra você que tá me lendo, como pra mim mesma. Não acredito que o bichinho da viagem jamais vá adormecer em mim, e nem quero que isso aconteça. Não se passa um dia sem que eu pense num dos próximos destinos a visitar, nas tantas coisas que esse mundão ainda guarda pra eu descobrir.

Mas repito (sim, eu me repito muito ^^): encaro esse verbo que tanto apareceu nesse post – viajar, viajar, viajar – como um processo muito mais amplo do que comprar passagens e pesquisar pontos turísticos. E como algo tão especial que não pode, ou não deve, ser transformado em dogma.

Pra terminar o blábláblá: enquanto você não pode cruzar fronteiras – sejam elas da sua cidade, estado ou país -, que tal criar estratégias pra sentir um gostinho do que as viagens podem trazer (novidade, troca, deslumbramento, aprendizado etc e tal)? Frequentar encontros do Couchsurfing na sua cidade, conversar com gente de fora pela internet, explorar sua cidade como você se fosse de fora, conhecer outros bairros e comunidades, ver filmes inspiradores, ler, ouvir música… As possibilidades são quase infinitas \o/

E você, o que pensa sobre isso? E o que faz pra viajar enquanto não pode viajar? :)

Valladolid: Os melhores bares pra beber

7 jun

Se depois do post sobre bares de tapas (não, não tem nada de agressão, é pra comerrr mesmo) em Valladolid, na Espanha, você ficou pensando “tá ok, mas eu quero música boa, gente xoven e álcool, minha filha!”, aqui está a segunda parte da lista! Agora é a hora dos bares de copas, ou seja, aqueles lugares mais focados nos bons drinks ;) Vocês vão reparar que essa compilação acabou ficando mais longa que a anterior, mas isso não significa nada sobre meus hábitos, ok? hehehe. Mais uma vez, reforço que a seleção é ínfima perto do maravilhoso universo barístico da capital de Castilla y León. <3 Se jogue!

El Tío Molonio

Ahhh, o Molonio! Passei quase todas as noites de segunda-feira por lá, aproveitando a “hora feliz” (espanhóis fofos traduzem tudo; nada de usar “happy hour” e outros anglicismos) que dava direito a cañas no esquema “dos por uno” – em bom português, clone de cerveja. Como o bar fica perto de algumas faculdades (a de Filosofía y Letras, onde eu estudava, e as de Medicina, Empresariales, Ingenería…), costumava bombar de universitários. Resultado: era um dos melhores lugares pra encontrar jovens espanhóis e começar uma conversa despretensiosa (ou com segundas intenções, quem sabe. hehe). Ah, e a música era bem boa, pelo menos pra quem curte indie rock e coisas do tipo. Nos meses quentes, rola também de sentar numa das mesas do lado de fora e pedir um tinto de verano (vinho com sprite, digamos assim). Fotos aqui. Endereço: Calle Alamillos, 9

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Na terraza do Tío Molonio na minha primeira noite em Valladolid :)

 

Bar La Playa

O txans desse bar é que, como o próprio nome diz, ele fica junto da praia ;) Mas peraí: Valladolid não fica no litoral. E precisa? A galera fica tão louca quando chega o verão que aproveita a beira do rio Pisuerga pra tomar um bronze – com direito a topless, é claro – e até dar uns mergulhos (eu me arrisquei e juro que não virei mutante). Pra deixar a Playa de las Moreras, como ela é chamada, sempre nos trinques, a galera chega a trazer areia das praias do norte da Espanha. O lugar não é especialmente bonito e a faixa de areia é bem pequena, mas fica muito animada nos dias quentes. Por isso, mesmo que você não queira se bronzear ou jogar baralho na areia, vale a pena ir até lá pra conferir o movimento e ficar pelo Bar La Playa tomando uma cervejinha ou um drink – se estiver com saudade de casa, recomendo a caipirosca de lá, que costuma ser bem boa, mas bem carinha: 6 euros (ai!). Endereço: não sei (presença online fail pra esse bar), mas se você for até a Playa de Las Moreras não tem como não ver ;)

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Tinto de verano geladinho no La Playa ;)

 

Café Berlín e La Española Cuando Besa

Esses dois ficam perto um do outro, junto da Catedral e da Plaza de la Universidad. No Berlín, que existe desde 1987, a decoração original inclui fotos de frequentadores coladas nas pontas de umas espécies de estalactites de madeiras no teto ;) Como em muitos outros bares espanhóis, você pode passar lá durante o dia pra tomar um café ou umas cañas, ou ir com os amigos à noite pra ouvir um rockzinho. Quando faz bom tempo, eles colocam mesas na calçada, que na verdade é uma rua fechada pra pedestres, bem agradável. Endereço: Calle Arribas, 3.

Além do nome peculiar, o “La Española” também é legal porque tem um primeiro andar um pouco mais reservado, bons drinks, cañas (cervejas) baratas e pipoca grátis hehe. Não fui lá muitas vezes, mas sempre simpatizei com o lugar :) Endereço: Calle Arribas, 6.

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O teto do Berlín

 

El Desierto Rojo

A decoração de lá é bem original, começando pela porta, cheia de tampinhas de garrafa – e não é pra menos, já que o bar foi criado por um escultor, Miguel Escalona. Tem bancos de madeira, coisas penduradas no teto, pedaços de navio, cabeças de animais, malas antigas, aviões, uma doideira ;) Tem fotos aqui. Nos fins de semana, por volta de meia-noite, costumava ter um DJ com som legal, mais puxado pra o rock – um alívio em comparação com as boates que só tocavam as músicas de sempre. Endereço: Calle Doncelas, 5

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O Desierto Rojo durante o dia

 

El Penicilino

Esse é um dos queridinhos dos estudantes, recebendo até apelido: “El Peni” (favor não confundir com “pene”, que significa “pênis” :P). Também com mesas na calçada em dias quentes (ou não tão quentes – já congelei um bocado ali fora), eles arrasam nas cañas e nos tintos de verano com preços bem baixos (daí a atração exercida sobre os xovens). Ah, o staff é gente boa e a localização, bem do lado da Catedral e no caminho pras principais buatxis da cidade, também é supimpa. Endereço: Plaza de la Libertad

Café Beluga

Esse era um dos meus lugares preferidos na cidade <3 O Beluga é um café, mas também rola muito de ir lá à noite, tomar um vinho ou cerveja numa vibe mais tranquila e aconchegante. A decoração é massa, no melhor estilo caindo aos pedaços que eu adoro (vide posts sobre os bares em ruínas de Budapeste). Durante o dia, eles têm sucos, bolos e outras delicinhas. O espaço também tem um forte componente de estímulo à cultura, recebendo peças de teatro independentes, showzinhos, oficinas e outros eventos bem legais. Ele fica perto do Penicilino e encontrá-lo pode não ser muito fácil de primeira, mas não desista: prometo que vale à pena! Endereço: Plaza de Cantarranas, Calle Ramón Nuñez

O Beluga é amor <3

O Beluga é amor <3

 

La Passion

Também perto da Catedral, numa rua que sai da Plaza de la Universidad, fica o La Passion, que também chama atenção pela decoração. Sofá estiloso, luzes divertidas, objetos sacros misturados a estampas de animais, espelhos com molduras douradas e algumas bizarrices (não se assuste com o que vai encontrar no box do banheiro feminino) e um staff simpático tornam esse bar mó aconchegante. Pra aproveitar o ambiente, arrase nas mil cervejas diferentes! Ou, se você for do tipo que gosta de bebida de moça, não deixe de provar um dos enormes coquetéis da casa, feitos com mil frutinhas delícia (foto aqui!) <3 Eles custam uns 6 euros, mas juro que vale a pena. Também rola de ir cedo e tomar chá ou chocolate quente, ou então comer sushi e ouros quitutes aos quais nunca dei a devida atenção (culpa dos drinks, não minha). Endereço: Calle Ruiz Hernández, 15

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Drinks delícia no La Passion

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Minha amiga Sabrina e as luzinhas charmosas do La Passion ;)

 

El Aire

Na mesma rua do La Passion fica El Aire, onde o grande destaque é o preço. Os drinks custam 6 euros, mas vêm em copos de UM LITRO – sim, bem humilde. Tem sex on the beach, tequila sunrise e umas invenções da casa, como o Aireado: vodka, tequila, rum, whisky, fanta e granadina. Também rola cerveja, é claro, além de cafés e chupitos (shots). E como se fosse pouco, eles ainda inventam um monte de promoções. Cardápio aqui. Endereço: Calle Ruiz Hernández, 8

Chupitería Taj Mahal

Outra região cheia de bares legais/badalados são os arredores da Calle Paraíso. Não frequentei tanto essa área, mas um lugar que chama atenção é a Chupitería Taj Mahal. Como o próprio nome diz, eles são especializados em chupitos (shots, ou “lapadinhas” hehe). Cada um sai por cerca de 2-3 euros e você encontra uma variedade enoooorme de sabores, incluindo os mais estranhos hehe. Endereço: Calle Paraíso, 11

Leia mais:

Valladolid – Os melhores bares para comer tapas

Valladolid – El Colmao de San Andrés, um bar de conto de fadas

(Re)descobrindo o Recife: Roda Café e um novo olhar sobre a cidade

4 jun

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O Recife Antigo é um espaço em ebulição. O nome oficial do bairro-ilha é Bairro do Recife, mas o apelido e suas ruas nos lembram que foi ali que tudo começou. Por ali, as atividades portuárias deram um empurrão pra capital pernambucana crescer. Hoje, a região passa por um renascimento e concentra grande movimentação econômica, cultural, social e política - com grande impulso do Porto Digital, maior polo de tecnologia do país, instalado ali desde os anos 80. Não surpreende, então, que tenha sido esse o bairro escolhido para receber o Roda Café, um restaurante-café-empório-mirante de três andares inaugurado no fim de maio.

É que além de seu caráter multiuso, o espaço chama atenção pela proposta que está por trás da sua criação. Começando pelo nome: “roda” está relacionada à ideia de mobilidade e também de discussão, debate. Isso porque o Roda Café pretende ser um lugar de discussão sobre a cidade e um dos temas que mais preocupa nas bandas de cá (e em boa parte do mundo): a mobilidade urbana.

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Instalada em um edifício do século XVII que recebeu uma merecidíssima renovação, a casa tem como um dos seus pontos altos o horário de funcionamento: nada menos que das 7h à meia-noite! Ou seja: você pode chegar lá cedinho pra um café com leite e croissant, voltar na hora do almoço pra comer uma massa no bistrô, fazer uma reunião de negócios à tarde, encontrar amigos no terraço/mirante pra um happy hour no pôr do sol e terminar a noite tomando uns bons drinks no aconchegante lounge. Tá bom ou quer mais?

Sim, se você quiser mais até tem! É que no térreo, além do café existe uma lojinha, onde são vendidos o café da casa (Octávio, de São Paulo), alguns vinhos, camisas divertidas da marca pernambucana Pleura (a propósito, foram eles que criaram a marca do Roda), artigos de bicicleta, livros sobre gastronomia, ciclismo e outros temas, e souvenirs com a marca do estabelecimento. Ufa! Pelo menos por enquanto a loja ainda não tem taaanta variedade de itens, mas olha, apesar de não entender de café, vinho ou bicicleta, acredito que o que tem por lá vale a pena ;)

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Se você me segue no Instagram (corre lá! @janelasabertas), sabe que eu tenho a sorte enorme de trabalhar lá no Recife Antigo. Por isso, com uma semana de abertura do Roda Café eu já tinha batido ponto lá três vezes. Em duas delas, fiquei na parte do café mesmo, onde as mesas são compridas com bancos altos, do tipo que você compartilha com desconhecidos – a propósito, acho isso massa e é algo raríssimo por aqui.

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O espaço tem wi-fi e tomadas no chão, o que estimula o uso do espaço pra trabalho, coisa e tal. Em relação ao cardápio, gostei bastante do café e gostei médio do sanduíche de frango com cheddar, que veio num pão meio duro e difícil de comer. Mas, como vocês podem ver nas fotos abaixo, que mostram só um pedacinho doS menuS, tem muitas opções apetitosas pra descobrir por lá.

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Na terceira visita, almocei uma quiche de bacon gostosa na parte do restaurante, que fica no primeiro andar, assim como o lounge. Esse espaço é mais sofisticado, e também um charme! Mas vale ressaltar que a quiche na verdade faz parte do cardápio do café, já que dá pra pedir comida de qualquer uma das “partes” do Roda pra comer em qualquer outra parte. Me falta agora ir lá provar o cardápio do restaurante mesmo, que tem estilo mediterrâneo e é assinado pela chef paulista Lígia Karasawa. Os preços não são dos mais amigos, mas desconfio que vale a pena ;)

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Ah, já ia me esquecendo: tanto no café quanto no lounge, rola uma projeção na parede, com cenas de cidades brasileiras e estrangeiras; no fundo, tem música boa pra ambientar os bate-papos. A menina dos olhos dos visitantes, no entanto, é o terraço, com mesas, cadeiras e guarda-sóis. Logicamente, esse último andar também me conquistou, obcecada que sou por vistas do alto de qualquer canto <3 Nem dá pra ver taaanta coisa assim do Recife Antigo lá de cima, mas o simples fato de existir um espaço que estimula um novo olhar sobre a cidade – literal e figurativamente - é uma espécie de respiro no meio da loucura do dia a dia.

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Minhas expectativas eram altas; achei cada ambiente do Roda um pouco menor do que esperava e os preços um pouco mais salgados do que meu bolso gostaria (ok, meu bolso gostaria que tudo fosse mais barato nessa cidade). Por outro lado, a simpatia de toda a equipe me impressionou! O pessoal claramente tá se esforçando muito pra fazer um bom trabalho – e tá conseguindo. Resta ver se o Roda vai de fato se configurar como um espaço de referência pra se pensar sobre o Recife. Tou na torcida! :)

P.S.: Se você se interessa por urbanismo e mobilidade, vale dar uma olhada no e-book gratuito Recife Enxerido, de autoria de Cesar Barros, arquiteto responsável pela concepção do projeto do Roda Café. No livro, ele apresenta algumas ideias pra uma cidade melhor, com mais árvores, ciclovias, patrimônio preservado etc. Discussões bem pertinentes em tempos de Ocupe Estelita e de repensar o espaço público, não só do Recife, mas de todo lugar. Por que a cidade é das pessoas, né? <3

Endereço: Rua Madre de Deus, 66, Bairro do Recife

Em frente à Livraria Cultura/Paço Alfândega

Juquehy e outros destinos no Sudeste e Sul do Brasil

28 mai

Post patrocinado*

Você já ouviu falar em Juquehy? Em termos de litoral eu só entendo de Nordeste, e até essa semana não fazia ideia da existência dessa praia, que fica em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo. Descobri o lugar – e vários outros – através do site Roteiro de Turismo, que traz informações práticas sobre diversos destinos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina.

As cidades abordadas no site vão desde as mais “comuns”, como Campos do Jordão, Santos, Florianópolis, Blumenau, Paraty e Tiradentes, a outras menos conhecidas (pelo menos pra mim, hehe), como Monte Verde, Trindade, Bombinhas, Peruíbe e a própria Juquehy.

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Dá pra saber mais sobre esses e outros lugares interessantes dando uma vasculhada na página, que traz informações básicas sobre os destinos e dicas de restaurantes, pontos turísticos, hotéis e pousadas. Em relação à hospedagem, um recurso legal do Roteiro de Turismo é que ele permite consultar a disponibilidade de vários estabelecimentos enviando uma só mensagem :)

Sim, mas e a tal Praia de Juquehy? Localizada a 186 quilômetros da capital paulista, ela fica perto de outros pontos de interesse como Maresias, Camburi, Barra do Sahy e Boiçucanga. De acordo com o pessoal do site, a praia tem várias opções interessantes de bares, restaurantes e comércio – inclusive dois shoppings!

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O maior é o Shopping Monjolo, que tem mais de 30 lojas e chama atenção pela arquitetura diferente, com a utilização de materiais como eucalipto e bambu, além de muito vidro. Outra opção é o Shopping Juquehy, menorzinho, que se parece mais com uma galeria. Lá, você encontra vários restaurantes, cafeterias, livrarias, lojas de roupas, entre outros estabelecimentos.

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Pra chegar em Juquehy e ver tudo isso pessoalmente, as instruções tão lá no Roteiro de Turismo, assim como dicas de pousadas em Juquehy. A partir de São Paulo, você deve seguir pela Rodovia Ayrton Senna até Mogi das Cruzes, depois descer a serra até Bertioga e seguir pela Rodovia Rio-Santos no sentido do centro de São Sebastião.

Alguém já foi por essas bandas? O que achou? :)

*Este post é um publieditorial, ou seja, um post pago. Ele foi patrocinado pela empresa Roteiro de Turismo, que forneceu as fotos que ilustram o texto. O Janelas Abertas preza pela transparência com os leitores: você não vai encontrar aqui nenhum conteúdo de caráter comercial que não esteja sinalizado como tal.

Valladolid: Os melhores bares pra comer tapas

27 mai

Eu não sei como não tinha feito esse post ainda. Afinal, como já disse aqui antes, Valladolid – assim como outras cidades espanholas – tem 1895 bares por km² :) Cada rua e cada esquina têm um “bar de bairro” pra chamar de seu, e no centro nem se fala. São tantas opções que fica até difícil escolher um; por isso, vai aqui uma listinha com alguns dos melhores, testados e aprovados por mim e meus amigos (um grande sacrifício!).

Como sou muito legal, supimpa, gente boa, vai também um alerta: além de conhecer esses poucos que eu sugiro, entre em qualquer um que pareça simpático, explore e se surpreenda, mas esteja consciente de que você pode não conseguir sair até provar quase todo o cardápio…

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Divido a lista em duas partes: a primeira é dos bares de tapas (petiscos, da mania espanhola), ou seja, aqueles onde o foco é a comida  – acompanhada de um vinhozinho ou cervejinha, é claro, que ninguém é de ferro. Nessa primeira parte, os ambientes são mais tradicionais e frequentados tanto por jovens quanto por gente mais velha – aquela galera que você saca que é cliente fiel há algumas décadas. Na segunda parte, em um próximo post, vêm os “bares de copas”, lugares onde a vibe não é tanto comer, mas beber e curtir uma atmosfera charmosa/diferente/descolada ;)

Antes da lista, uma curiosidade: nos bares de tapas, o pessoal costuma comer em pé, apoiando a comida e a bebida em um balcão (barra, em espanhol), porque sentar é pra fracos. Ah, e não estranhe se o chão estiver cheio de guardanapos usados! Esse é, de certa forma, um atestado de qualidade do bar. É que o pessoal tem esse hábito de jogar os guardanapos ao solo, acreditando que assim fica mais fácil de limpar – basta passar uma vassoura e zás! tudo limpo. Ou seja: quanto mais papéis no chão, mais gente comeu por lá. Pra conhecer mais hábitos curiosos da Espanha (gastronômicos ou não), veja esse post e esse aqui.

1. Bares de tapas

El Corcho

As croquetas de jamón ibérico fazem a fama desse bar, que é dos mais tradicionais, como indicam os mil guardanapos-selo-de-qualidade. As tais croquetas são bolinhos empanados e fritos de presunto e molho bechamel, uma delicinha por 0,90 centavos de euro <3 Assim como os próximos três bares da lista, ele fica pertinho da Plaza Mayor – redondezas onde você encontra muitos outros lugares legais pra comer, beber e ir de fiesta. Endereço: Calle Correos, 2.

Jero

Nesse, as tapas são um pouco mais caras do que a média (tipo 2 ou 2,50 euros, nada que lhe leve a falência), mas ainda assim acho super justo. É que as comidinhas por lá são mais “gourmet”, saindo um pouco do tradicional. Não é raro você achar opções que misturam doce com salgado, tipo frutas com queijo, frango com cebola caramelizada e maçã assada e mil outras coisas com ingredientes quase impossíveis de identificar. Em vez de ficar perguntando o que vem em cada um – coisa trabalhosa, já que os garçons tão sempre super ocupados -, eu tinha o costume de simplesmente pedir o que parecia mais simpático e me surpreender com o resultado. Pra não ter perigo de errar, indico muito a mini hamburguesa, que me deixa com água na boca só de lembrar :~ Endereço: Calle Correos, 11

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La Manduca

Pertinho da Plaza Mayor, assim como o Jero, mas mais baratinho – tapas (ou pinchos, como também são chamadas – ainda que alguns defendam que há diferenças…) por um euro! O La Manduca costuma estar cheio e também tem croquetas gostosas, entre outros petiscos que você confere aqui (atenção: não abra as fotos se estiver sem jantar como eu tou agora). Endereço: Calle Correos, 3

La Tasquita

Nesse, a maioria das gostosuras vem com pão, mas pode ser em forma de torrada (tostadas) ou de sanduichinho (bocaditos). Tem gambas con ajitos (camarão ao alho), solomillo (contrafilé) al roquefort, jamón serrano, jamón ibérico, atum com anchovas (bonito con anchoas), enfim, comida pra todo gosto <3 Se você quiser comer “de verdade” tem também a parte de restaurante, com mesas e cadeiras (hehe) e entradapratosobremesa. Endereço: Calle Caridad, 2

Las Tres Bellotas

Esse era pertinho de casa e ganhou cadeira cativa no meu coração e no de muitos outros intercambistas. Os motivos são vários: o preço baixo (cada tapa é um euro e algumas são muito bem servidas), a qualidade da comida (difícil escolher meu preferido: patatas bravas, tigres y leones, capirote de semana santa, pollo miel y mostaza, solomillo al roquefort, vaso de tres chocolates…) e a simpatia dos garçons. O próprio dono é um fofo e todo mundo que trabalha lá tá sempre alegre ^^ Tanto que os Erasmus todos ficaram amigos da galera e batiam ponto no bar toda quinta-feira – nesse dia, era impossível conseguir um banco e, às vezes, até encontrar um espaço pra ficar em pé direito, mas ainda assim conseguíamos segurar a caña (cerveja) e comer – só Dios sabe como! Ah, levei meu pai lá e ele também gamou <3 Dessa lista, é o único que não fica no centro. Endereço: Calle Industrias, 5

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Esses são, é claro, apenas alguns exemplos dentre as muuuitas possibilidades pra “ir de tapas” ou “tapear” na capital de Castilla y León – também conhecida como Pucela \o/

Você morou lá? Qual era seu preferido? Continua a lista aí nos comentários! E não esquece de voltar aqui pra ver a segunda parte da lista ;)