Dicas Práticas

10 erros que cometi em viagens

Na minha geladeira, tem um ímã que diz: “Always make new mistakes” (Sempre cometa novos erros). A frase, creditada à investidora suíça Esther Dyson, me parece um bom lema pra vida – e é claro, pras viagens. Afinal, pra quê ficar repetindo os mesmos erros se a gente pode inventar outros novos, né? o/ O ideal, aliás, é não repetir nem os erros dos outros; por isso, fiz uma listinha com 10 dos meus, das minhas andanças por aí, pra você ser mais esperto e cometer outros mais criativos ;)

1. Levar coisas demais

Começo pelo que pra mim é mais difícil de mudar, hehe. Sou daquelas que levam band-aid pra balada e canivete suíço pro bar, daí vocês tiram. Tenho conseguido desapegar e carregar cada vez menos coisa, mas confesso que ainda faço uma boa duma lista na hora de fazer as malas – a maior de todas, pras viagens de intercâmbio, já foi compartilhada aqui no blog :) Ainda assim, com o tempo – e o peso das mochilas e malas, e o medo de pagar excesso de bagagem – fui aprendendo que viajar mais leve no sentido literal significa viajar mais leve no sentido figurativo ;) É bem mais fácil se movimentar pra lá e pra cá com pouca tralha, e acaba sendo mais econômico também: não é preciso pagar pra despachar mala em companhias low cost, não tem risco de pagar excesso de bagagem e não é preciso pegar táxi de/para o aeroporto ou a estação de trem ou ônibus.

2. Sair tarde pra o aeroporto/estação de ônibus/estação de trem

Nunca perdi um voo, mas já perdi a conta das vezes em que achei que ia perder (por “achar”, leia-se ter certeza e me desesperar). Já me distraí conversando e cheguei no ônibus entre Valladolid e o aeroporto de Madrid na hora em que ele tava saindo (o motorista não ficou feliz com a louca descabelada atrasando a viagem dele), já saí por Lisboa com um prego (sanduíche) na mão e uma mala quebrada na outra pra não perder o trem, já cheguei na fila de embarque pingando de suor depois de fazer um cooper não intencional por metade do aeroporto de Dublin e por aí vai. Agora acho que finalmente aprendi: levo muitas coisas pra me distrair no aeroporto e chego mais cedo do que o necessário mesmo, porque basta um imprevisto acontecer pra você correr o risco de passar um baita perrengue!

3. Querer ir em mil lugares na mesma viagem

Esse é um clássico. Acho que o extremo dos pacotes naipe “15 cidades em 20 dias” já não engana tanta gente, mas a verdade é que é difícil resistir à tentação de enfiar o máximo de atrações possíveis numa viagem só. Ainda mais na Europa, onde tudo é tão pertinho… “Ah, já que estamos aqui em Berna, vamos em Zurique, né? E poxa, aqui do lado tem Lichtenstein, mais um país pra lista! Ah, vamos dar um pulo lá, vai… E na Áustria também, por que não?”. A mesma coisa acontece em uma cidade só: pouco tempo e uma longa lista de “Top 10 atrações megablasterimperdíveis” é uma combinação que muitas vezes não dá certo. Quando você vê, tá cansado de tanto deslocamento, começa a misturar o que aconteceu em um lugar ou outro e volta das férias ainda mais estressado do que começou. Tente sempre ver o que dá pra enxugar do roteiro inicial, levando em consideração os períodos de deslocamento, check-in e check-out e fique tranquilo: com exceção de alguns poucos lugares, a tal cidade que você queria espremer no roteiro não vai desaparecer daqui a alguns meses ou anos ;)

4. Descuidar do passaporte

Já falei aqui sobre um dos maiores vacilos que já dei viajando: deixar o passaporte na bolsa e descuidar da bendita bolsa durante alguns minutos. Foi o suficiente pra algum esperto aproveitar pra surrupiá-la e me deixar feito louca pelas ruas de Barcelona. Desde então, trato meu passaporte como um filho ;) Ele é seu documento mais importante lá fora e perdê-lo tem solução, mas pode ser uma baita dor de cabeça (além de pesar no bolso). Desde então, adotei como regra de ouro deixá-lo sempre na doleira (aquela bolsinha que você veste por dentro da calça) e só sair com ele quando for realmente necessário (normalmente uma cópia serve).

Meu passaporte, minha vida <3

Meu passaporte, minha vida <3

5. Andar só com brasileiros

Não voltaria atrás pra refazer nenhuma das minhas viagens, mas fico feliz por ter percebido, com o tempo, como é bom fazer um esforço pra ir além do círculo de brasileiros. Nem falo em evitar seus conterrâneos a todo custo, mas é fato que uma das partes mais legais de viajar é conhecer gente de outros lugares e compartilhar coisinhas do dia a dia. Tem gente que atravessa o mundo e só fica pra lá e pra cá com pessoas da mesma nacionalidade, comendo as comidas do próprio país e falando na própria língua. É claro que cada um sabe o que é melhor pra si e que ninguém é mais legal só por ser gringo, mas o contato com outras culturas faz a gente aprender muito sobre o mundo e sobre nós mesmos.

6. Comprar passagens de ida e volta pra mesma cidade sem pensar nos trechos internos

Isso eu felizmente só fiz uma vez ;) Em 2009, quando morava em Sevilha, uma amiga achou passagens baratas pra Bérgamo, na Itália. Sem pensar duas vezes, compramos logo ida e volta. Só depois nos demos conta da burrada que tínhamos feito: já que nossa ideia era passear um pouco pelo país da bota, fazia mais sentido comprar a ida Sevilha-Bérgamo e a volta desde uma cidade mais ao sul. Dessa forma, não íamos precisar pagar mais e perder tempo em um trem desde Roma pra subir de novo até Bérgamo, que fica no norte do país, nem teríamos que dormir no aeroporto até a hora do voo pra Espanha. Resumindo: se não for ficar em uma só cidade, leve em consideração seu deslocamento e avalie se não é melhor comprar ida e volta de/para lugares diferentes.

7. Me distrair na sala de embarque e não perceber que o portão mudou

Almoçando com um amigo essa semana, percebi que não sou a única a fazer isso. Ufa! O caso dele, na verdade, foi pior ainda: em sua primeira viagem internacional, ele ficou comendo tranquilamente no aeroporto e quando foi procurar seu portão de embarque percebeu que, txarans, estava no terminal errado. Foi preciso correr feito louco, pegar um ônibus e correr um pouco mais até chegar ao avião – onde todos os passageiros esperavam só ele. Comigo, já aconteceu algumas vezes de estar no terminal certo, mas ficar no computador ou lendo e só me ligar no último minuto que o portão tinha mudado – pra o mais longe possível, é claro, porque that’s just my luck.

8. Comprar passagem com antecedência e não confirmar o horário do voo

Recebi há uns dias um e-mail da Gol informando que houve uma alteração de poucos minutos no meu voo pra o Rio em fevereiro e isso só me lembrou o perrengue da última vez em que fui pra Cidade Maravilhosa, em 2011. Como era época de Rock in Rio, comprei a passagem com meeeeses de antecedência, imprimi a confirmação e fiquei tranquila pensando que tava tudo certo. No dia da viagem, saí correndo do trabalho pro aeroporto e cheguei um pouco antes da hora limite de embarque. Qual não foi a minha surpresa quando a mocinha do check-in me informou que o portão já estava fechado? É que o horário do voo tinha sido mudado desde o dia da compra da passagem, e a) não fui notificada + b) não me lembrei de confirmar as informações no site no dia anterior. A sorte é que eu mostrei pra moça a tal confirmação impressa com o horário antigo, ela se sensibilizou e arranjou um jeito de autorizar nossa entrada. Nunca corri tanto na minha vida, mas o importante é que eu consegui ver os shows o/

A prova de que eu consegui chegar ao Rio o/

A prova de que eu consegui chegar ao Rio o/

9. Gastar todo meu dinheiro antes de embarcar

Esse perrengue, assim como o anterior, aconteceu em companhia da minha querida irmã. Em Lisboa, voltando pra o Brasil, achamos que seria uma boa ideia gastar absolutamente todos os euros que tínhamos na sala de embarque comprando pastéis de nata. Clap clap, troféu joinha, já que depois de se empanturrar a gente viu que o voo ia sair com algumas horas de atraso e não nos sobravam moedinhas pra ligar pra casa avisando. A internet não funcionava, então a solução foi gastar bem mais fazendo uma ligação do celular brasileiro (Y)

10. Deixar pra devolver carro alugado em cima da hora

Por fim, um erro que acabou tendo um efeito positivo – sim, porque isso acontece muito, ainda bem. Na viagem pelo sul da França, alugamos um carro em Nice e tínhamos até 18h pra devolvê-lo em Aix-en-Provence. Calculamos tudo bem certinho, pra dar tempo de parar em outras cidades pelo caminho e chegar em Aix antes do horário de fechamento da loja. A bronca é que chegamos beeem perto do tal horário e descobrimos que a galera simplesmente resolveu fechar mais cedo. Genial, né? Por sorte, ainda estaríamos por lá por mais dois dias, então entramos em contato com a empresa e já que a culpa não foi (só) nossa eles nos deixaram ficar com o carro por mais um dia de graça o/ Ainda assim, vacilamos em não chegar com maior antecedência, pra evitar imprevistos. Fica a dica!

Chegando em Aix. Mal sabíamos que o pessoal da loja desistiu de nos esperar...

Chegando em Aix. Mal sabíamos que o pessoal da loja tinha desistido de nos esperar…

Depois disso tudo, você deve estar se perguntando: “Como é que essa criatura tão burra ainda tem a coragem de fazer um blog de viagens”? haha. A verdade é que eu já me senti muito anta mesmo, mas no fim das contas tem coisa que a gente só aprende na marra. Viajar sem um perrengue ou outro é quase impossível, mas resolvê-los é uma das partes mais importantes do processo de sair da zona de conforto! E você, quais foram os maiores erros que cometeu viajando por aí? Conta pra gente! :)

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38 Comentários

  1. RFK

    Valeu as dicas, Luísa! Bom, já cometi alguns erros mas o que mais me marcou foi não ter certeza do que é considerado líquido e ser cabeça dura! Parece óbvio, mas não pensar em TUDO que é líquido me deu muito trabalho. Ao embarcar para o Brasil no aeroporto de Miami, depois de ficar 2 horas na fila, fui barrada, pra minha total surpresa, por estar levando umas ‘snowballs’ (aquelas bolas de vidro com água e ‘neve’), souvenir mais que perfeito, Tinha uma maiorzinha e outra menor. O segurança disse que eu poderia passar com a menor, mas a maior extrapolava os 100 ml permitidos…Compro ‘snowballs’ em toda viagem e sempre trago na bagagem de mão pra não quebrar e nunca havia sido barrada.Senti-me muito frustrada mas o segurança deu uma dica e eu saí da fila, voltei para o check-in, não sem antes comprar uma ‘bolsinha’ de náilon (daquelas escrito ‘I <3 Miami US$10,00 – :P), e ainda consegui despachar a 'bolsinha'. Mas só coloquei a grande – pelo menos uma chegaria inteira. Mais uma vez, um tempão na fila. Quando chegou minha vez, outro segurança disse que a pequena também não podia! Procurei o 1º segurança para que se explicasse mas tinha sumido. Já não dava mais para despachar a pequena, mas me chateei tanto que resolvi sair da fila de novo e dar a snowball para qualquer pessoa que não fosse viajar em vez de entregar ao segurança. Terceira vez na fila, mais demora. Resultado, já tinham feito a última chamada do meu voo e eu não tive tempo nem de recolocar minhas sandálias e sai descalça correndo feito uma louca (meu portão tinha que ser o mais distante!), achando que meu coração ia explodir e só não perdi o avião porque ele teve um probleminha e atrasou. Ufa! Poderia ter ficado sem esta experiência…Mas quem diria…até os 'snowballs'…:(

    • Own, é uma pena! Infelizmente, com essa história de aeroporto temos que nos “dobrar” e ser o mais prevavidos possível, né? :) Da próxima vez, todas as “snow balls” vão na mala” :) Um beijo!

  2. Rejane Ferreira

    lu, isso tudo vcs ainda tem internet, celular, etc…. imagina mochilar na década de 70? nem vou começar………….

  3. Amanda

    esquecer de validar o bilhete de trem!!! hahaha saí correndo feito uma louca em uma parada que ainda dava tempo de validar e quase perco o trem! foi uó! E a dúvida entre levar a mochila nas costas pra caso eu perdesse o trem ou deixar a mochila pra correr mais rápido?? huahauhua

    • Hahahaha eita, eu já quase esqueci umas mil vezes! O pior é que com trem não tem um padrão que nem com avião, né? Em cada lugar é de um jeito, tenso! haha

  4. Eu nunca mais viajo sem um seguro-saúde.

    • Eita, Silvia. Isso é bem verdade! Sempre viajei com seguro e infelizmente precisei usar algumas vezes (graças a Deus nunca foi nada grave) e fiquei pensando que perrengue deve ser estar pelo mundo desprotegida… Boa dica! Espero que não tenha sido muito ruim pra você :/

  5. marcia

    Luísa, por incrível que pareça, achei tudo até meio engraçado, pois eu e meu marido somos meio neuróticos com esse negócio de horário , e sempre chegamos cedíssimo para tudo, confirmamos mil vezes os vôos, guardamos tudo no cofre do hotel e verificamos mil vezes se ele está fechado, etc.. O que eu não consegui ainda foi viajar com pouca bagagem. Ainda irei conseguir. Beijos.

    • Haha. Pois é, Marcia! Tem que ter um pouco de “neurose” mesmo – só o suficiente pra não se dar mal, ou quase, como já aconteceu comigo hehe :) Estamos juntas na batalha pra diminuir a bagagem! :D Um abraço

  6. Ana Lúcia Manente

    Pois eu já passei vários perrengues. Um deles foi viajar com uma mala grande, na intenção de levar uma só, porém ela não cabia nos bagageiros do trem, e teve que ficar no meio do corredor, mas quando as pessoas tinham que passar eu tinha que tirá-la do local. Resultado: não tive sossego a viagem toda. Por isso pessoal fica a dica: Mala média ou pequena é o melhor. Outra coisa é quando você tiver conexão não esqueça de quando chegar no aeroporto confirmar o horário de saída do novo voo, pois quase perdi um voo. Chegando em Madri tinha que pegar um voo para Málaga, mas não me preocupei por na minha passagem eu teria 03 horas de intervalo, qdo para minha surpresa meu nome é falado no alto falante chamando para embarque imediato, pois a conexão estava apenas de uma hora. Beijos e espero ter ajudado.

    • Boas dicas, Ana! Essa história da mala no trem pode ser uma novela mesmo, se você não pensar direitinho antes. Adoro viajar de trem, mas não ter como despachar a mala faz diferença, né? Tem que se ligar! Essa da conexão também é importante, principalmente quando fazemos uma conexão “improvisada” comprando passagens de companhias diferentes e corremos o risco de perder o segundo voo devido a algum atraso do primeiro… Um abraço!

  7. Maria

    A pior coisa que me aconteceu foi durante uma viagem a Europa. E a causa foi meu sapato. Era uma bota de cano e salto médio.
    No aeroporto da Alemanha, fui intimada a retirar o sapato e ser revistada. Isto me causou um grande desconforto, porque fiquei descalça no chão frio e sujo (não tinha protetores para os pés) e ainda e eles me revistaram diversas vezes e inclusive minha mala com meus pertences foi reaberta e revirada, por medida de segurança.
    O ruim foi que no momento de tesão o agente do portão, perguntou se eu estava com algum problema com as regras do aeroporto, então argumentei que era constrangedor o momento, então para o meu azar eles chamaram a segurança para me interrogar sob suspeita. Ainda bem, que foi tudo esclarecido e que eu tinha chegado bem antes.
    Se você for viajar para a Europa cuidado com botas, porque eles pensam sempre que possam existir drogas guardadas e vira uma dor de cabeça tremenda, ainda mais que eles não vão permitir sua passagem e inclusive podem chamar a segurança para retirar você do local e pior, te prender. Tenha paciência, calma e responda com cuidado nestas situações.

    • Oi, Maria! Realmente, é comum o pessoal encrencar com botas… Sem falar que muitas vezes é preciso tirá-las mesmo que os funcionários não peçam, porque alguns modelos têm partes de metal que apitam no detector :/ E boa dica: é essencial ter muita paciência nessas situações! Ainda bem que pelo menos deu tudo certo no final, né? Obrigada por compartilhar sua experiência :) Um abraço!

  8. Caroline

    Valeu! vc é uma fofa!!!

  9. Janainna Rivero

    Luisa Parabéns pelo teu Blog!!! Continue a escrever coisas bacanas e interessantes… pois nós leitores e seguidores do teu blog estamos adorando!!!
    Já sou fã! :D
    Abraços..

    • Luísa Ferreira

      Oi, Janainna! Que coisa boa ler isso, muito obrigada! :)) O tempo é curto, mas vou tentar escrever mais e mais por aqui! Um abraço

  10. Jonatas

    Em 2013 ia de Roma para Florença de trem e o horário era 06:55 saindo da estação Tiburtina. Chegamos bem cedo e ficamos esperando. Confirmei com uma funcionária o horário e a plataforma, tudo sob controle, vendo trens chegando e saindo. Quando já era uma 07:10 resolvi perguntar porque o nosso ainda não havia chegado e soube que já havia chegado e saído. Mas como? Estávamos lá o tempo todo. Acontece que o espeto aqui esta esperando ler no trem o nome destino Florença, porém, Florença não era a estação final e ele estava com outro nome. Fica a dica, vai pelo número igual é feito com os voos. Perdi, fiquei chateado, me lamentei com a funcionária, que foi muito solícita, e decidi ir embora pois não queria pagar por outra passagem. Resumindo, voltei a gare e paguei pelo trecho o mesmo valor que havia pago pela ida e volta. Mas valeu a pena, viajar e não passar perrengue não é viajar.
    Outra que quase “dançamos” no aeroporto e perdemos o voo, foi uma vez que despachamos as bagagens e ficamos tranquilamente no pré embarque e esqueci que havia de passar pela imigração. Quando fomos em direção ao portão nos demos com uma fila quilométrica. Como sempre andamos com ANTECEDÊNCIA, conseguimos embarcar a tempo. Mas foi muita emoção e suar frio.
    Parabéns pelo blog.

    • Luísa Ferreira

      Eita, Jonatas! Isso do trem é complicado mesmo. Eu adoro viajar de trem porque não tem isso de imigração, raio-x, filas quilométricas, restrição de líquidos etc… Sem contar que as estações são mais acessíveis que aeroportos, né. Mas por outro lado tem isso que você falou: é preciso ficar muito atento porque qualquer coisa, já era! E de um país pra outro algumas regras mudam, pra completar :B Mas aí a gente vai aprendendo, né? hehe. Obrigada pelo comentário!

  11. Cissa

    Lendo seu item #9 lembei de mim em outubro quando viajei para Paris e fiz uma escala em Londres de algumas horinhas e simplesmente não liberei meu cartão para la e não tinha 1 libra se quer e morrendo de fome. A sorte que podia pagar em euro e ter o troco em libra. E na volta minha conexão era de 30 min que além de não me atentar a isso ainda fui para o terminal errado, Heathrow que já é grande ficou enorme.

    • Luísa Ferreira

      Putz, Cissa! Pelo menos deu tudo certo no final, né? Vivendo e aprendendo :P

  12. Laura

    Luiza, adoro seu blog! Vou viajar sozinha para o exterior pela 1 vez e confesso que estou bem nervosa, pois são muitos detalhes! As suas dicas foram valiosas!! Merci beaucoup! :)

    • Luísa Ferreira

      Oi, Laura! Que bom que você gosta do blog :)) É normal ficar nervosa, mas as coisas sempre se ajeitam! ^^ Vai ser uma experiência ótima. Boa sorte! E de rien ;)

  13. Vinícius

    Poxa! ótimas dicas! também farei minha primeira viagem ao exterior…rola uma insegurança,mas é natural por ser a primeira experiência né? Sem falar que será minha primeira viagem de avião.
    Estava pensando em ir com um coturno de fivelas de metal,e ao ler um dos comentários confesso que vou “desistir” dele. Vou com um sapatênis simples mesmo. rsrs
    Parabéns pelo Blog!

    • Luísa Ferreira

      Oi, Vinícius! É melhor usar um sapato mais simples de tirar e mais confortável mesmo :D Essa insegurança também é legal pela emoção, né? ;) Aproveita e boa sorte! :))

  14. Alexandra Gappo

    Ri bastante com a postagem pensando “Sou tão ansiosa e nervosa com viagem que acabo pecando pelo excesso!” Confesso que sou uma pessoa que sempre se atrasa para qualquer evento. Atrasos de uma hora! Mas nas minha viagens, sempre tive muitoo medo de perder o trem, o voo ou o horário de qualquer atividade, então, sempre chegava muito cedo! No último tour que fiz, chegamos no Aeroporto de Ataturk, em Istambul, com quase 8 horas de antecedência do vôo! Li tanta coisa nos blogs dizendo que as filas eram enormes e que o check-in demorava um eternidade que resolvi “dormi” no aeroporto só pra prevenir! Nunca desgrudei do meu passaporte! Essas bolsinhas de dinheiro são maravilhosas! Acho que um grande erro meu em viagem é querer levar o mundo na mala! Inclusive na última viagem, creio que o puxador ficou em Praga e uma das rodinhas em Amsterdã, de tanto que tive que puxar e empurrar a bendita por conta do peso. Estou aprendendo ainda. Além disso, achar que não vai sentir frio e que não precisa levar mais do que 1 ou 2 calças segunda pele foi um grande problema!

    • Luísa Ferreira

      Hahaha cada um tem seus pontos fracos, né? :P Mas pelo menos ter que comprar algumas coisas é uma bronca relativamente fácil de resolver, né? ;) E eu juuuuro que essa foi a ÚNICA vez em que desgrudei, hehe. Valeu pelo comentário <3

  15. Lígia

    Eu também não deixo meu passaraporte em canto nenhum, só tiro pra dormir, tomar banho, e ir no banheiro (se eu estiver no hotel..uhehhehehe)…
    Hoje já consigo viajar com pouca coisa, o problema é querer comprar presente pra todo mundo e ainda um pouco de roupa lá fora, me recuso a pagar caro aqui no Brasil sabendo que viajo pelo menos uma vez por ano e posso comprar beeem mais barato…
    Na minha primeira viagem internacional, para Buenos Aires, desci com meu irmão em Ezeiza, sem saber falar nada de espanhol… Pegamos um taxi, que nos levaria ao apartamento que tínhamos alugado… Só que não esperávamos que haveria um protesto no centro e o taxista nos deixou umas 13 quadras, dizendo que não conseguiria passar dali… Só que era mentira…
    Descemos do taxi e sem nem saber onde estava e sem falar o idioma direito, procuramos informação num posto de gasolina, onde nos indicaram o metro… Chegando no metro, o guardinha nos deu todas as orientações, saímos na esquina do apartamento, para nossa sorte!!!
    Já tive problemas com produtos de 200ml nos EUA, kkkkkkk, esquecemos que nos vôos internos que não faziam parte da conexão era obrigatório despachar…
    Já fui furtada no metrô de Buenos Aires noutra viagem….
    Também já bati a porta do apartamento (porta blindada), sem chave do lado de fora….
    Muitas emoções…
    Hoje saio e gasto pouco em Recife, só pra poder viajar uma ou duas vezes no ano….

    • Luísa Ferreira

      Hahahaha pois é, mas essas emoções viram as melhores histórias depois, né? Ozzy a história de Buenos Aires, perrengue logo na chegada é muito chato, mas que bom que deu tudo certo ;) E sim, também compro muito pouca roupa aqui, porque vale mil vezes mais a pena comprar em outros países!

  16. nathalia

    Estou adorando seu blog, fiz ano passado minha primeira viajem para fora, e estou com muita vontade de ir para mais longe. As dicas aqui estão ajudando bastante.

    • Oi, Nathalia! Que bom \o/ Fico feliz. Obrigada pelo comentário e boas viagens! :D

  17. Juliana

    Luísa, diferentemente dos outros blogs que se mostram o que fazer, suas dicas são mais eficazes, pois mostram o que NÃO fazer!!!
    Obrigada! :)

    • Oi, Juliana! Que massa que você gostou :D Obrigada pelo comentário! Espero que as não-dicas sejam úteis :P Um abraço

  18. Beto Farias

    Oi, Luísa! Achei massa tuas dicas. Sempre leio teu blog.
    Acho que um dos erros mais marcantes que cometi em viagem foi “chegar de madrugada numa cidade em que você está indo pela primeira vez + e que o idioma não ajuda”.
    Eu e minha esposa chegamos em Istambul de madrugada e nosso transfer pro hotel furou. Isso, ninguém apareceu. Prontamente compramos um cartão telefônico e “tentamos” ligar pro hotel, mas o lance com números de telefone na Turquia não é tão fácil. As próprias pessoas no aeroporto não conseguiam nos ajudar a completar uma ligação. Mal conseguíamos alguém que falasse inglês, na verdade (pelo menos naquele horário com baixo movimento).
    Depois de 3.456 tentativas, conseguimos falar com o hotel que disse que mandaria um novo alguém pegar a gente. Chegou um cara com nosso nome bem erradinho na placa, mas “deve ser esse aí mesmo”. Minha esposa foi falar com ele. Erro número 02. Esquecemos do fator cultural. Apesar de Istambul ser bem moderninha em diversos aspectos, a sociedade no geral é bem machista ainda. E só porque a minha esposa foi falar com o cara (e não eu), rolou um desprezo, perrengue. Queríamos desistir do cara (ilusão), ele começou a nos seguir e discutir (em turco) rsrsrs. “Melhor não desistir” então, pensamos. A gente foi numa super tensão, etc. Resumindo, tudo isso “evitável” se chegássemos num horário diferente, com transporte público funcionando e mais movimento na cidade. Vacilo.

    • Oi, Beto! Valeu pelo comentário. Foi um ótimo alerta esse aí… Procuro evitar, principalmente quando viajo sozinha, voos/ônibus/trens que chegam muito tarde em qualquer lugar, inclusive cidades que já conheço, se não for um lugar onde eu tenha uma “rede de apoio” pra recorrer no caso de alguma bronca dessas. Mas foi bem bom lembrar da importância disso, porque infelizmente perrengues podem acontecer e nessas circunstâncias fica tudo complicado. Ainda bem que acabou dando certo pra vocês! Um abraço :)

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