Bélgica

Bélgica: roteiro de uma semana de trem por Bruxelas, Gent, Bruges e Antuérpia

Waffles, cervejas, fritas e chocolates. Sim, esse combo foi uma das principais razões pra eu ter curtido a Bélgica, como falei no guia pra comer e beber bem por lá. Mas esse pequeno país também tem uma arquitetura linda, cidadezinhas charmosas com canais e barquinhos, mercados de Natal maravilhosos e bares interessantes. E a cereja do bolo (ou Nutella no waffle, pra me manter no tema :P) é a facilidade absurda pra se viajar de trem por lá. É tudo muito pertinho, as estações ficam bem localizadas e os preços são bem OK: dá pra entrar em qualquer trem pagando 5,20 euros com um passe multiviagem.

Muita gente só visita o país num bate-volta saindo de Paris, ou passa uns dois dias entre Bruxelas e Bruges, mas vale a pena reservar ao menos cinco dias pra explorar essa lindezinha. Tá certo que apesar da diversidade de idiomas a Bélgica é relativamente homogênea em termos de cultura e arquitetura e depois de um tempo você pode achar tudo meio parecido, mas acho um ótimo país pra curtir com calma, especialmente se você quiser dar uma pausa da maratona turística no caminho entre Paris e Amsterdam.

Eu passei 10 dias na Bélgica porque tava viajando com uma amiga de lá, então ficamos alguns dias de bobeira, fomos num festival, almoçamos na casa dos pais dela etc. Mas pensando no viajante comum, enxuguei meu roteiro pra uma semana, pra incluir as principais cidades que visitei (e amei). Com mais tempo (e um carro, de preferência) também dá pra conhecer a parte mais “rural” do país, que dizem ser bem bonita.


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Uma dica pra quem viaja acompanhado é comprar um passe de trem que dá direito a 10 viagens pelo país e pode ser compartilhado com outros viajantes. É só comprar o passe nas máquinas das estações e ir preenchendo os campos indicados com a data, origem e destino de cada trem que você pegar, e mostrar pra o controlador quando ele passar pedindo as passagens. Atualmente o Rail Pass custa 77 euros, mas se você tiver até 26 anos, melhor ainda: escolha o Go Pass 10, que custa só 52 euros.

Dias 1, 2 e 3: Bruxelas

Muita gente fala que a capital não é interessante e prefere ir direto pra Bruges, mas eu discordo. Bruxelas não é a cidade mais charmosa da Bélgica, verdade, mas ainda assim foi uma das minhas preferidas. A parte antiga é uma graça, não faltam opções de bares pra você provar as maravilhosas cervejas belgas e murais de Tintin estão por toda parte. <3

Além disso, o Parlamento Europeu tem uma exposição gratuita e interativa que é massa pra quem se interessa pelo assunto, e o museu BELvue ajuda a entender essa confusão de idiomas e governos que compõe o país. Sem falar que por ser capital da União Europeia a cidade é superdiversa, com imigrantes de vários países (e comidas de vários lugares do mundo também).

No primeiro dia, sugiro chegar, se aclimatar e tomar umas cervejinhas; no segundo, fazer um free walking tour e explorar os outros pontos que te chamaram a atenção perto do centro; no terceiro, visitar o Parlamento ou outras atrações mais afastadas, fazer as malas e seguir viagem pra Gante.

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Me hospedei no Generation Europe e recomendo: fica fora do centro, mas dá pra ir andando em uns 15-20 minutos e a estrutura do hostel é bem boa.

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Dia 4: Gent

Bem-vindo à cidade que foi Top 1 no meu coração nesse rolê belga. :) Me surpreendi muito com Gent (ou Ghent, ou Gante, escolha sua forma preferida), que tem partes quase tão pitorescas quanto Bruges (com direito a canais e barquinhos bem parecidos), mas MUITO menos turistas, muito mais universitários e uma vibe meio conto de fadas misturada à vida real. Carros não circulam no centro, bares de jazz animam as noites e dá pra fazer tudo andando e mesmo assim não ficar entediado ou se sentindo numa “cidade cenográfica”.

Recomendo passar três noites em Gante, porque a cidade tem muito mais agito do que Bruges e ninguém merece ficar carregando mala/mochila de um lugar pra o outro todo dia, né? Então o dia 3 seria pra chegada, o 4 pra curtir a cidade e o 5 pra um bate-volta brugiano.

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Dia 5: Bruges

Só passei o dia em Bruges, então não posso falar com total propriedade, mas todo mundo diz que à noite a cidade fica meio morta – já que boa parte dos turistas vai no esquema bate-volta, saindo de outras cidades belgas ou de Paris, não me surpreendo. Por isso, acho que só vale a pena dormir lá se você fizer questão de caminhar pelas ruazinhas bem cedinho, antes de chegarem os turistas, ou se estiver num clima romântico e não se importar de ver tudo meio parado à noite. Saindo de Gent você chega em Bruges em cerca de meia hora, então é um bate-volta facílimo.

Bruges é a queridinha de quase todo mundo que visita a Bélgica, com sua carinha medieval, florzinhas à beira dos canais etc. e tal. Achei tudo muito fofo, descobri curiosidades históricas num free walking tour e tomei um dos melhores chocolates quentes da vida, mas fiquei meio aflita com a quantidade de gente e lojas de souvenir, fui mal atendida em duas lanchonetes e me decepcionei um pouco com o passeio de barco (esperava mais boniteza e informações mais interessantes, mas o barqueiro só falava – com a maior má vontade – sobre os preços das casas por onde passávamos). Continuo achando uma boa visita, mas reduziria um pouquinho as expectativas.

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Dias 6 e 7: Antuérpia

Tive a sorte de conhecer a Antuérpia com gente que mora lá, então boa parte do meu tempo foi dedicado a bares não-turísticos, comidas delícia (recomendo o “bar de chocolate” Quetzal, os cachorros-quentes gourmet da Wurst e os falafels do Falafeltof) e caminhadas por praças, ruas e galerias charmosas. Vou fazer post falando do que mais gostei por lá, mas adianto que as praças no centrinho são maravilhosas, que a estação central de trem é deslumbrante (olha ela na foto em destaque lá em cima) e que vale a pena subir no museu MAS (de graça) pra ver a vista.

 

Um dia na cidade é suficiente, e no dia 7 você já pode seguir viagem pra o próximo destino. Gostei da Antuérpia porque ela é nem-tão-grande-nem-tão-pequena, sabe? E também porque é reconhecidamente a cidade mais cool da Bélgica, com cafés meio hipsters, lojinhas de vinil, brechós, coisa e tal. No verão, os estudantes (que dão mais vida à cidade) vão embora, mas por outro lado costumam aparecer uns bares temporários à beira do rio, cinemas ao ar livre e outras opções de lazer. Dito isso, se você quiser reduzir esse roteiro belga pra cinco dias essa provavelmente seria a cidade que eu cortaria da lista – mas se tiver tempo, cola lá que é sucesso. ;)

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E você, já deu um rolê pela Bélgica? Pra onde foi e o que achou? Conta aí nos comentários!

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2 Comentários

  1. Esio Padilha Cursino

    Li sobre sua última viagem e queria saber porque você diz que não pretende voltar em Bratislava e Zagreb.

    • Oi, Esio! Porque não achei as cidades muito especiais. As “atrações” não me pareceram muito interessantes e as atmosferas das cidades não me conquistaram. É algo pessoal, né? Um abraço!

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