Viagem pra Dentro

Às vezes não sair do lugar é fugir

Tem gente que pensa que quem viaja muito tá fugindo de alguma coisa. Outros pensam mesmo em viajar pra fugir de problemas, ou fugir de si mesmos. Pra mim, isso não só é bastante improvável como acontece facilmente o efeito oposto: não raro você será forçado a olhar pra dentro de outro jeito. Novas experiências, gente nova, lugares novos são oportunidades pra se reinventar, sim, mas pra isso a gente precisa encarar partes de nós que não costumam dar as caras no dia a dia.

Como você vai reagir diante de uma situação que nunca imaginou? Que ideias ou valores vão ser confrontados com outros vindos de fora da bolha da rotina? Como fazer aquelas pessoas que nunca o viram antes entenderem o que você quer dizer, o que você é, de onde você veio? Você realmente conhece todos os seus talentos e fraquezas?

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Sobre o desafio de sair da zona de conforto

Não raro, quando a gente salta do trampolim imaginário e cai numa realidade nova, é preciso repensar muita coisa sobre nós mesmos. Ou melhor: pode ser que isso não aconteça com você. Mas ó, na minha humilde opinião, bem que deveria. Afinal, ter aquela velha opinião formada sobre tudo – inclusive nós mesmos – não nos faz crescer, né?

E por que eu tou falando isso aqui do nada? É que entre o final de outubro e o começo deste mês, como comentei aqui, eu fiz uma viagem muito especial. Fiquei sozinha em alguns momentos, e com mais de 200 pessoas em outros. Todos foram importantes, mas já falei aqui sobre viajar só e já dei 6 motivos pra você fazer isso. Por isso me refiro, agora, àqueles em que tava acompanhada.

Não só porque foi divertido rever amigos e fazer outros, mas também – ou principalmente – porque me colocaram num par de situações “incômodas”. Pessoas de culturas diferentes, com personalidades muito distintas e pontos de vista opostos sobre questões que considero fundamentais. Que me fizeram ter ainda mais convicção sobre alguns valores, questionar inseguranças e repensar meu estilo de viajar e viver. Sim, foi incômodo. Mas daquele incômodo bom, sabe? Acho que é assim que a gente aprende, né? Gostando cada vez mais da estranheza.

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Da série “bordões que adoro”: a vida começa onde termina sua zona de conforto. E às vezes, a fuga está justamente em permanecer no mesmo lugar.

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2 Comentários

  1. Gabrielle

    […] a vida começa onde termina sua zona de conforto. E às vezes, a fuga está justamente em permanecer no mesmo lugar.

    Obrigada ! ;)

    • Luísa Ferreira

      <3 Disponha! :))

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