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Grande Magia: como superar os medos na vida criativa

Livros | 25/01/17 | 2 comentários

Você queria ter uma vida mais criativa? É apaixonado por escrever, ilustrar, bordar, pintar, dançar, compor ou qualquer outro tipo de arte? Então é bem provável que já tenha deixado de colocar projetos em prática por medo. De ser criticado, ridicularizado, incompreendido ou ignorado, de não ter tempo suficiente, de que alguém já tenha feito a mesma coisa muito melhor do que você, de não ter a disciplina necessária, de depois olhar pra trás e ver que seus esforços foram em vão…

Esses medos (e muitos outros) são a matéria-prima do livro Grande Magia: vida criativa sem medo, escrito pela americana Elizabeth Gilbert – sim, aquela de “Comer, Rezar, Amar”. É meio autoajuda? É. Tem uns trechos piegas? Até que tem. Mas mesmo se essas duas coisas forem problema pra você, vai por mim: se você tem vontade de trabalhar com criatividade, seja pra ganhar a vida ou não, essa é uma leitura que vale a pena. Daquelas bem leves, que combinam com uma ida à praia ou o saguão do aeroporto, sabe? E ainda é baratinho <3

Quem curtiu muito o best-seller que alçou Liz Gilbert à fama já deve ter ouvido falar nesse livro, né? Eu tenho minhas ressalvas sobre o relato da viagem de “autodescoberta” pela Itália, Índia e Indonésia e nunca tinha sentido vontade de ler outras obras dela. Mas mesmo se você não for superfã da moça, faz uma coisa pra mim: assiste a esse vídeo aí embaixo e vê se ela não merece uma chance.

Tá com preguiça de assistir? Eu resumo: nessa palestra do TED, Elizabeth conta que todo mundo questionava se ela não tinha medo de nunca ser capaz de superar o enorme sucesso de “Comer, Rezar, Amar”. Ela admite que é, sim, provável que não escreva nada que bombe tanto assim. Mas sua conclusão é simples: em vez de se angustiar, ela prefere continuar simplesmente fazendo o trabalho que ama.

Na prática, no entanto, isso não é assim tããão simples, né? Só que ela encontrou uma estratégia pra lidar de forma otimista com a criatividade – e acho que todo mundo, detentor de royalties milionários ou não, devia pensar assim.

A escritora lembra como antigamente as pessoas não acreditavam que a criatividade viesse dos seres humanos, e sim de espíritos divinos (os daemons na Grécia ou gênios em Roma). Uma perspectiva com consequências incríveis: se você faz algo brilhante, não pode levar todos os créditos por isso (o que ajuda a controlar o narcisismo). E se fracassar, também não é só culpa sua, afinal, seu gênio não ajudou. Mara, né?

Com o Renascimento, veio essa história de colocar o homem no centro do universo, e junto com isso, todo o pacote de egos inflados, expectativas altas e aquela sensação de humilhação. Não admira que role tanto medo e tanto drama envolvidos na hora de criar, né? É muita pressão pra um serumaninho só! Mas aí ela vem com uma ideia louca: e se a gente pudesse encarar as coisas de um jeito diferente?

Sobre o medo

No livro “Grande Magia”, Elizabeth desenvolve uma espécie de tratado informal sobre criatividade, num exercício de convencer o leitor a superar seus medos e lidar de forma mais leve com os obstáculos inerentes ao trabalho criativo.

Ela ressalta que inevitavelmente o medo vai aparecer, em menor ou maior medida, quando você estiver tentando ser inovador. “O medo sempre será despertado pela criatividade, pois ela lhe pede que entre em áreas de resultados incertos, e o medo odeia resultados incertos”, diz. Por isso, em vez de querer evitar o que provoca medo, é preciso aceitar: nessa viagem louca que é tentar construir qualquer coisa usando a criatividade, ele vai ser um passageiro. Você só não pode deixar que ele determine qual vai ser o percurso.

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Sobre o processo

Uma forma de lidar com o medo de fracassar, sugere a autora, é não focar nos resultados: sucessos ou fracassos podem acontecer, e muitas vezes isso não depende de você. Afinal, se considerarmos que talento, sorte e disciplina são os principais fatores que costumam levar ao sucesso convencional, é preciso reconhecer que só controlamos um deles – a disciplina. Por isso, o conselho de Elizabeth é medir seu valor com base na sua dedicação ao processo, e aproveitar a delícia que é interagir com sua criatividade.

Nesse momento você pode estar se perguntando: “Que delícia o quê, mulher, se o processo criativo é cheio de frustração?”. É verdade, mas titia Liz lembra o que devia ser óbvio e a gente tende a esquecer: tudo tem seus altos e baixos. Se você realmente ama criar, lidar com os “baixos” faz parte. E mais: “é claro que é difícil criar; se não fosse, todo mundo estaria criando e não seria algo especial e interessante”. Mas se essa é sua vocação, você segue em frente, porque enquanto vamos dizendo “sim” pra o que mexe com a gente, coisas incríveis vão surgindo.

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Entendeu a dica, né? Tente se divertir ao máximo com o percurso da ideia ao resultado e não deixe que o perfeccionismo lhe impeça de terminar as coisas – ou mesmo de começar. Até porque tem gente demais por aí afora deixando planos engavetados e projetos inacabados, o que é um grande desperdício. Sem falar que só de parar e realmente fazer você já tá na frente da maioria. :)

Pode ser que ninguém goste do que você fez? Sim. Mas além de isso estar fora do seu controle, tem outro segredinho que Elizabeth relembra: as pessoas podem até prestar atenção em você por um tempo (seja pra elogiar ou esculhambar), mas logo vão voltar o foco pra onde costuma estar: nelas mesmas.

Ah, e pode ser que toda a dedicação não leve aos resultados que você mesmo esperava? Sim também. Mas aí ela manda outro tapa na cara: “De qualquer forma, o que mais você fará com seu tempo aqui na Terra? Não produzir nada? Não fazer coisas interessantes? Não seguir seu amor e sua curiosidade?”. Fica o questionamento. ;)

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2 Comentários

  1. Camila Lemos

    É realmente um exercício contínuo, né? Desde que me “joguei” na vida criativa tenho aprendido a lidar com os altos e baixos mesmo. Tem dia que um papel em branco me causa pânico! Dai vou lá e jogo um monte de tinta. hahahahha. Aprendi também que criatividade é um processo do dia a dia, não é, de fato, um dom, mas dedicação. Obrigada por compartilhar esse texto. Quero ler esse livro já!

    • Pois é! Às vezes fico meio “overwhelmed” pela simples ideia de começar, pensando na quantidade de coisas que ainda preciso melhorar e em todos esses medos que se metem no meio… Mas a saída é sempre essa mesmo: simplesmente sentar e começar. Lê mesmo, acho que vais gostar! :) Beijo

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