Morar Fora

5 formas de se manter financeiramente viajando pelo mundo

Morar Fora | 10/04/17 | 2 comentários

E aí que você acorda um dia e pensa: “Putz, como eu queria ficar viajando por mais de 30 dias”. Provavelmente depois disso vem algo como “Ah, mas impossível. Não tenho tempo nem grana”. Mas talvez você não saiba ou não tenha parado pra pensar direitinho nas várias possibilidades que existem pra quem quer viver sustentando um estilo de vida nômade, seja de forma temporária ou permanente. Spoiler: não é preciso ser rico pra tornar isso possível (ainda que eu não ouse dizer que seja igualmente possível pra todos, especialmente em países como o Brasil).

Pra ter certeza de que você não tá nesse grupo que podia tar vivendo pelo mundo e não sabe, dá uma lida aí embaixo e vê se algum desses modos de vida não se encaixaria com sua personalidade e seus objetivos. Afinal, me disseram por aí que sonhos existem pra ser realizados. ;)

1. Trabalhar muito e juntar dinheiro

Esse é o conceito mais “tradicional”, ou seja, o que tem menos chance de causar estranhamento quando você for explicar pras pessoas o que tá pensando em fazer (não que esse fator deva orientar sua decisão, pelamordedeus).

Você pode trabalhar por anos num emprego tradicional (como fez Luna, que visitou 28 países em 17 meses, e eu mesma, que pedi demissão no fim do ano passado e tou me preparando pra viajar sem data de volta). Não tem muito mistério: a ideia é economizar grana assim como faria pra comprar um apartamento, um carro, ter filhos ou outra finalidade que a sociedade costuma achar essencial. E você pode, se estiver bem focado, usar algumas estratégias pra economizar e realizar a viagem dos seus sonhos. Só não se esqueça: o “momento certo” pode nunca aparecer, mas se é isso que você quer, coloque uma data limite e se esforce pra fazer dar certo até lá.

Ah, e também rola de procurar trabalhos temporários que ofereçam uma renda mais alta do que você consegue normalmente, ou que reduzam seus gastos. Algumas opções são trabalhar em cruzeiros, em eventos como campanhas políticas ou colônias de férias ou mesmo trabalhar já viajando, através de programas tipo work & travel e au pair, em que você muitas vezes não gasta com hospedagem.

2. Trocar trabalho por hospedagem e alimentação

Falando em não pagar por hospedagem, se você tem pouca grana e não pode (ou quer) esperar pra juntar mais, uma boa opção é reduzir ao máximo os custos durante a viagem. Pra isso você pode fazer Couchsurfing, por exemplo, que te permite ficar na casa de desconhecidos de graça.

Mas se quer diminuir ainda mais os gastos e passar mais tempo em cada lugar, criando uma rotina, uma boa opção são os work exchanges, em que você trabalha algumas horas por semana (normalmente de 20 a 30) em troca de um lugar pra dormir e uma ou mais refeições por dia.

Existem vários sites que reúnem essas ofertas de trabalho pra viajantes, e as opções costumam ser vagas em hotéis ou albergues, aulas de idiomas, reparos e serviços domésticos e trabalho em fazendas ou pequenas casas/comunidades que praticam jardinagem, agricultura sustentável etc.

3. Procurar trabalhos informais no destino

Certos empregos são feitos de maneira informal em boa parte do mundo e têm demanda em vários lugares também. Por isso, pode ser uma boa ideia se profissionalizar um pouco em algo que hoje é só um hobby e tentar ganhar uma grana com isso pela estrada ou em algum lugar onde você se fixar por um tempo.

Alguns exemplos são dar aulas de idiomas, ser garçom, músico, dar aulas de ioga ou dança, ser jardineiro, massagista, tatuador, fotógrafo… Olha só um exemplo: Carla Boechat do Fui, Gostei, Contei foi pro Atacama quase sem grana e trabalhou por um tempo numa agência de turismo de lá, já que ela fala outros idiomas e brasileiros tão entre os principais clientes, enquanto uma amiga dela ganhou uma grana vendendo brigadeiros pra turistas pelas ruas.

Muitos desses trabalhos podem não garantir dinheiro suficiente pra você se sustentar 100% na estrada, mas ajudam muito se for preciso complementar as economias ou se você resolver passar mais tempo do que o planejado mundo afora. E são, é claro, boas formas de conhecer gente e viver experiências que um turista “comum” provavelmente perderia.

A pegadinha é que nem sempre vai ser tão fácil arrumar um trampo, então é bom se informar com gente que mora nos lugares aonde você pretende ir pra ter uma ideia da situação por lá. Carla foi pro Atacama porque um amigo disse que era muito fácil conseguir um trabalho temporário lá em San Pedro, e sei que em muitas cidades do Sudeste Asiático também é, mas na maior parte da Europa já é bem mais complicado fazer isso hoje em dia, por exemplo. E em alguns países, trabalhar (mesmo que de maneira informal) sem ter o visto adequado pode trazer problemas legais. Seja realista e tenha um plano B pra não quebrar a cara.

E vale ressaltar: a ideia aqui é arrumar um trabalho por umas semanas ou meses, e não “fazer a vida” em outro país na vibe vidaloka, porque esse caso é mais complexo e questões burocráticas costumam atrapalhar bastante. Ir pra outro país com uma mão na frente e outra atrás na esperança de “fazer a vida por lá” e ficar ilegal normalmente não compensa.

4. Trabalhar como “location independent”

Hoje em dia muitos trabalhos não precisam ser exercidos presencialmente, e felizmente muitas empresas tão se dando conta disso. É o tal do “nômade digital” (termo que não curto muito porque implica que você vai estar sempre indo de um lugar pra o outro) ou “location independent” (que é mais amplo, indicando que você PODE trabalhar de qualquer lugar, mas talvez queira ficar na mesma cidade por um tempão).

Esse modelo tá bem na moda e se encaixa melhor pra algumas profissões, como designer, escritor, programador, ilustrador, tradutor, analista de redes sociais… Mas várias outras áreas podem adaptar seu trabalho pra o universo online também – por exemplo, um advogado ou contador que dá consultoria ou um professor de idiomas que dá aulas pelo Skype.

E nesse universo tem de tudo: desde quem exercita sua criatividade e ganha qualidade de vida fazendo os próprios horários com clientes fixos a quem faz trabalhos mais mecânicos que pagam pouco, mas compensam pelo volume (você pode encontrar oportunidades em vários sites como Prolancer, 99 Freelas e UpWork). Tem também os trabalhos em que você tem que estar online num horário específico trabalhando pra uma empresa fixa e só o que muda em relação ao modelo tradicional é sua localização. Entendeu, né? O céu é o limite!

Tudo que você precisa ter é um laptop e uma boa conexão de internet, além das suas habilidades pra fazer bem o trabalho em questão e pra gerenciar seu tempo. Tem muita gente que não consegue ser produtiva trabalhando em home office, mas acho que com organização e o ambiente adequado dá pra aprender. :)

5. Criar um negócio online

E tem, também, um modelo parecido com a ideia do location independent, com uma diferença fundamental: você trabalha pra si mesmo, e não pra os outros. A ideia é criar um negócio online, como um livro, curso, blog, aplicativo ou canal do Youtube, entre tantas outras opções, e viver da renda desse produto/serviço ou encontrar formas de monetizá-lo (por exemplo, através de programas de afiliados).

Uma versão mais “radical” desse formato deu origem ao famoso livro The 4 hour work week, de Tim Ferris (que eu não li ainda, mas já li tanto sobre que sinto como se tivesse lido :P). Basicamente, a proposta é que esse tal negócio online seja algo que você possa automatizar a tal ponto que só precise ficar fazendo uma manutenção, enquanto a renda entra de forma quase passiva. Parece incrível, né? Mas vale lembrar que isso normalmente só é possível depois de um investimento inicial pesado e sem retorno garantido (infelizmente, “dinheiro fácil” é coisa pra se desconfiar).

~

Qualquer que seja seu modelo escolhido, vale a pena separar um orçamento pra emergências e preparar um plano B caso as coisas não saiam bem como esperado – tipo um possível quarto na casa dos seus pais pra lhe abrigar na volta enquanto você procura emprego :P Só não vale inventar desculpas e colocar obstáculos pra o que você quer!

Tá planejando viver assim? Já coloca em prática algum desses formatos ou outro que não mencionei aí? Me conta nos comentários <3

Contrate seu seguro viagem com desconto na Mondial Assistance
Pesquise e reserve hotéis com os melhores preços no Booking
Alugue um carro nas melhores locadoras com a Rentcars e pague em até 12x
Procure a casa de câmbio com a melhor cotação da sua cidade 

Quando você usa esses links, o blog ganha uma pequena comissão pra se manter vivo e você não paga nada a mais por isso. <3 Saiba mais sobre as políticas de monetização do Janelas Abertas clicando aqui.

Pra conferir muito mais conteúdo sobre viagens todos os dias, siga o Janelas Abertas no Facebook, no Instagram e no Youtube. Espero você lá! :)

Posts Relacionados

2 Comentários

  1. Excelente artigo e resumo, Luisa! Eu trabalho como freelancer e estou montando, aos poucos, o meu próprio negócio. No fundo, seja economizando, trocando hospedagem por trabalho ou trabalhando remotamente, o importante é as pessoas viajar muito! Viajar é o que deve ser o motor para essa decisão.

    Abraço nómada!

    • Oi, Krystel! Pois é, cada um tem que encontrar o modelo (ou a combinação de vários) que mais funcionem pra si, mas o importante é correr atrás do que se quer :) Boa sorte na sua jornada. Um abraço e obrigada pelo comentário!

Deixe o seu comentário