Sérvia

8 curiosidades sobre a Sérvia: conheça esse interessante país

O que você sabe sobre a Sérvia? Antes de decidir visitar Belgrado meu conhecimento se resumia basicamente a uma noção sobre a história da antiga Iugoslávia, comentários que ouvi sobre a hospitalidade do povo e recomendações de outros viajantes que falavam que a capital é barata e está cada vez mais cool. Depois de cinco dias por lá, confirmei tudo isso e aprendi um pouco mais. A Sérvia é um país interessante, seguro, acessível e ainda pouco explorado e merece sua visita.

Ortodoxos, pero no mucho

A maioria da população do país é cristã ortodoxa, sob a jurisdição da Igreja Ortodoxa Sérvia. Quando estiver em Belgrado, vale a pena visitar a Igreja de São Sava, um dos maiores templos ortodoxos do mundo. Ela começou a ser construída em 1935 e ainda tá em obras (Sagrada Família feelings :P). Lá eu aprendi que igrejas ortodoxas não têm estátuas, nem assentos (só alguns poucos pra quem não pode ficar em pé) e que pra eles a missa de domingo não é tão importante: a maioria vai rezar sozinho em outros momentos.

Fiquei sabendo, também, que boa parte dos sérvios se declara religioso, mas na verdade não é muito praticante. O que eles levam a sério mesmo são as festas religiosas, que acontecem de acordo com o calendário ortodoxo. O Natal, por exemplo, é celebrado no dia 7 de janeiro e não costuma incluir troca de presentes. Uma tradição na data é assar um grande pão em casa, colocando uma moeda no meio da massa, e dividi-lo entre todos os membros da família; quem encontrar a moeda no seu pedaço tem um ano de sorte pela frente.

Outra data importante é a do santo patrono de cada família – segundo me explicaram, historicamente esses santos protegiam as tribos e estavam ligados a cada sobrenome. Nesse dia, todos os membros da família ficam em casa (nada de trabalho ou escola) e se organizam pra fazer um festão, convidando amigos pra comparecer à noite. Mas tem um detalhe: se você for chamado uma vez, espera-se que compareça todos os anos. Nada de farrapar, hein?

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Kafana way of life

Quando for pesquisar o que fazer em cidades como Belgrado com certeza você vai ouvir falar nas melhores kafanas pra se visitar. No início eu fiquei “kafa o quê?”, mas logo descobri que esse é o nome dado pra antigas tavernas. Esses lugares começaram a surgir nos idos de 1500 e pouco como cafeterias, mas logo se transformaram no centro da vida cultural, econômica, social e política das cidades. As kafanas sediavam de espetáculos de teatro e música a encontros de partidos políticos, além de reunir jornalistas, poetas e intelectuais pra trocar uma ideia.

Hoje elas ainda são palco pra encontros entre amigos, música ao vivo, comida e bebida, e bons lugares pra entender a vibe sociável do povo sérvio. Quando começa a tocar uma música nacional que todo mundo conhece, geral se junta pra cantar e dançar junto.

Difícil ser light

Tou longe de ser uma especialista em culinária balcânica, mas aproveitei pra comer e beber alguns itens icônicos nos meus dias em Belgrado. Um dos pratos mais tradicionais da região é o Ćevapi, que é como umas salsichas de carne moída, geralmente servidas com cebola crua picada, kajmak (um creme de queijo típico que me deixou viciada) e pão (a propósito, gostei muito dos pães que comi nos Balcãs).

Outro prato parecido é o pljeskavica, que é basicamente um hambúrguer – só não diga isso pra um sérvio, porque vai parecer heresia. :P Ele também costuma vir com cebolas e kajmak, mas em muitos lugares você encontra diversas outras opções de acompanhamento e também variações da própria carne, que pode ser apimentada, recheada com queijo etc. Comi o meu numa rede de fast food bem simples e baratinha, que me foi apresentada por um sérvio e costuma bombar de jovens bêbados e famintos na madrugada.

Outros pratos populares são várias formas de carne preparada tipo churrasco, sopas, ensopados e itens de influência turca. Caso você queira algo mais leve pode encontrar uma salada (frequentemente com queijo tipo feta), mas não me pareceu um país muito fácil pra vegetarianos.

E quem acompanhou meu overposting alimentício nos Instagram Stories durante essa viagem deve ter percebido que meu coração foi conquistado já na Eslovênia, que visitei antes da Sérvia, pelo burek. Esse negocinho de pastelaria geralmente vem recheado de queijo, espinafre ou carne, mas também pode ser encontrado em outros sabores como pizza ou versões doces como cereja, chocolate e maçã. Beeeem amanteigado, ele é encontrado facilmente por todo canto nos Balcãs, em padarias e restaurantes ou em lojas da rede Mlinar. Uma bombinha de gordura deliciosa e baratinha.

“Cachaça” de manhã

A bebida nacional da Sérvia, também encontrada em outras versões pela região, é a rakija, que costuma ser destilada a partir de ameixas, mas também pode ter outras frutas como base. Ela tá bem presente no dia a dia da população, sendo produzida artesanalmente por muitas famílias, e mesmo com o percentual alcoólico alto (pode chegar a 60%) tem até quem beba de manhã – “faz bem pra saúde”, dizem :P

Se você não for muito forte pra bebida, mas ainda assim quiser experimentar (é a cultura local, né, gente :B) uma dica é escolher a opção misturada com mel. A rakija costuma ser bebida num copinho de vidro específico chamado čokanjčići, que mostro na foto abaixo. Me falaram que ele tem esse formato pra que você possa segurar seu “shot” e dançar/gesticular ao mesmo tempo, sem derramar a preciosa bebida. Não sei se é verdade, mas achei inteligente.

But first, coffee

Outra bebida que a galera curte muito por lá é o café, que pode ser encontrado na versão “internacional”, em muitas cafeterias charmosinhas-hipsters e com preços razoáveis espalhadas por Belgrado, ou na versão mais tradicional: o café “turco”, que é espesso e forte e vem pra mesa numa mini jarrinha de cobre com o pó no fundo, pra você servir numa pequena xícara de cerâmica sem alças (sem mexer, pra não beber o pó!).

Oi, cirílico, prazer

Assim como o croata, o bósnio, o  macedônio, o esloveno e o búlgaro, o idioma sérvio é uma das chamadas “línguas eslavas do sul”. De acordo com as pessoas que conheci por lá, o sérvio, o croata e o bósnio são muito parecidos e os habitantes desses países se entendem bem.

Mas, ao contrário do croata e bósnio, eles usam o alfabeto cirílico – um dos primeiros impactos na minha chegada por lá, já que nunca tinha viajado pra um país que não adotasse o alfabeto latino. Mas sem pânico: com o tempo (e um pouco de Google) dá até pra entender a correspondência das letras e decifrar pra onde tá indo o ônibus que tá chegando na parada ou o nome da rua na placa.

Sem falar que com a internacionalização e a popularização da internet, o alfabeto latino tá ficando cada vez mais comum, e em paradas de ônibus, por exemplo, encontrei quase sempre as duas versões. Já existe até a preocupação de zelar pela manutenção do cirílico, pra que as próximas gerações não deixem de aprendê-lo.

Como fiquei hospedada fora das regiões turísticas, às vezes tive dificuldade de achar gente que falasse inglês, mas deu pra me virar com a mímica e um tiquinho de alemão. Pelo centro e especialmente entre a população jovem a comunicação costuma rolar bem.

Cicatrizes das guerras

A Sérvia foi palco ou esteve envolvida em guerras muito recentemente e as consequências – visíveis ou não – ainda estão presentes. Em Belgrado você pode ver alguns monumentos e destroços como o prédio da Rádio Televisão da Sérvia, bombardeada pela OTAN na intervenção militar de 1999. Questões como a independência do Kosovo e o papel da Sérvia na Guerra da Bósnia ainda são sensíveis e devem ser abordadas com cautela.

Um caso de amor mexicano

Essa eu descobri há alguns anos, quando fiz meus primeiros amigos da Sérvia e da Bósnia e me surpreendi ao descobrir que eles tinham um vocabulário de espanhol bem focado em situações como “sei que você me traiu com minha irmã” e “estou grávida do seu tio”. É que as telenovelas latino-americanas, principalmente mexicanas, fizeram o maior sucesso nos principais canais de TV por lá. Morri de rir com os diálogos inteiros que a galera sabia de cor. :P

E você, já foi pra Sérvia, ou tem vontade de ir? Conta aí nos comentários!

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