Viagem pra Dentro

10 dicas pra viajar apesar da ansiedade ou do medo [com vídeo]

“Menina, como tu é corajosa, viajando sozinha por aí”. Eu ouvi isso algumas vezes nos últimos tempos, mas apesar de ter feito cinco “intercâmbios” e de tar viajando agora sem data de volta, já senti MUITO medo de ficar longe de casa. Vou confessar: ainda sinto um pouco às vezes. Minha cura pra isso? Ir mesmo assim.

Costumo dizer que pra mim viajar foi um tratamento de choque que eu procurei pra enfrentar meus medos – e felizmente tem funcionado. \o/ Tanto que escolhi o nome Janelas Abertas pra esse bloguíneo justamente pra falar sobre como a gente se transforma quando se abre pra o mundo. Sair da zona de conforto é um negócio que ainda me provoca ansiedade, mas que tou sempre procurando justamente pra me ajudar a lidar com essa danada. Eu podia fazer isso de outras formas, mas viajar é muito mais divertido, né?

Se você sentir que a ansiedade atrapalha sua estabilidade física ou emocional, procure ajuda! Mas qualquer que seja seu motivo pra insegurança, seja ansiedade em geral ou algum medo específico, tipo andar de avião, se perder, ficar doente ou se sentir muito só, pode acreditar: vale a pena ir em frente. E se as outras pessoas acharem que é frescura, já sabe, né? Liga o foda-se. :)

Nesse vídeo aí embaixo – o primeiro “oficial” do blog, yay! – eu conto um pouco da minha história de viajante ansiosa, desde quando era adolescente e a ideia de fazer intercâmbio me parecia a coisa mais assustadora do mundo até ficar viciadinha em me jogar por aí. Tá meio tosco (foi minha primeira vez, vou melhorar :B), mas a moral da história é simples: se eu consigo, você também consegue.

Caso você tenha algum medo relacionado a viagens ou conheça alguém que tem, dá uma olhada no vídeo ou mostra pra o amiguinho. E aproveita pra conferir aí embaixo 10 dicas pra se jogar no mundo mesmo com a ansiedade ou a insegurança querendo te segurar.

1. Não seja cruel consigo mesmo

Acho que o primeiro passo é não se sentir mal por ter medo ou ansiedade, qualquer que seja a forma. Permita-se sentir o que você tá sentindo. Como falei nesse outro post, às vezes as sensações que as coisas provocam na gente não são fáceis de controlar, mas se você prestar atenção nelas e aceitá-las é possível escolher o que fazer daí em diante. É difícil, mas é mais produtivo do que gastar toda sua energia fingindo que nada tá acontecendo, xingando a si mesmo ou querendo ser outra pessoa.

Entenda também que você não precisa saber tudo. Se é sua primeira viagem só, pra o exterior, no esquema “mochileiro” ou de intercâmbio, é normal que você não saiba como funcionam algumas coisas. Não se cobre tanto. Talvez você tenha medo de cometer alguma gafe ou de se perder num lugar desconhecido, por exemplo, mas isso faz parte. Outros viajantes, pessoas que tão passando na rua, os amigos no Whatsapp e o Google tão aí pra ajudar quando necessário. ;) E se você se sentir meio besta porque não sabe fazer algo, repita o bom e velho “não sou daqui e não vim pra ficar” e ignore o que os outros vão pensar.

2. Planeje-se

Quem é muito ansioso costuma ficar angustiado por não conseguir controlar as situações. Infelizmente essa é uma realidade da vida: a única coisa que conseguimos controlar são nossas ações, e olhe lá. Mas se você se sente inseguro, pode ser mais fácil (especialmente numa primeira viagem) ter algumas coisas planejadas. Pra começar, faça uma lista do que vai levar na mala e do que precisa fazer antes de partir, e não deixe nada pra véspera ou o dia da viagem.

Pesquise sobre os lugares aonde vai, pense no que poderia dar errado e procure saber o que fazer nesses casos. Vale anotar frases importantes no idioma do lugar pra pedir ajuda se necessário, por exemplo. Você pode também fazer um roteiro dos primeiros dias de viagem, olhando os caminhos direitinho no mapa, e pesquisar como o transporte público funciona na cidade. E pode até dar uma olhada no Google Maps pra ver a cara da hospedagem onde vai ficar: um breve reconhecimento de território antecipado ajuda a encontrar o lugar e a se sentir menos deslocado quando chegar.

Isso tudo pode lhe ajudar a não se sentir tão fora de controle, mas evite querer saber e preparar TUDO, porque a) é impossível prever o futuro; b) é estressante querer controlar cada detalhe; c) é importante saber lidar com imprevistos; e d) se deixar levar pelo fluxo de vez em quando pode trazer ótimas surpresas.

3. Tenha em mente seus porquês

Quando você tá fazendo algo desafiador, tipo abrir sua própria empresa, começar um projeto pessoal ou embarcar pra uma grande viagem, é importante ter muito claras as razões pelas quais você tá fazendo aquilo, tipo suas motivações mais profundas. Isso ajuda nos momentos em que você queira desistir ou pense “por que danado eu inventei de me meter nessa situação?”.

Lembre-se que você queria viajar há muito tempo, ou que desejava se sentir mais independente, ou que precisava de fluência no idioma o que quer que faça sentido pra você. Se for preciso, vale até anotar isso num papel ou no celular e consultar nas horas de perrengue. Vale pensar, também, em como você se sentiria frustrado ou arrependido se não tivesse tentado, né?

4. Lembre-se que você pode ir pra casa

Se você passar algumas semanas fora e perceber que esse estilo de viagem não é pra você ou que não é o momento certo da sua vida pra tar fazendo isso, você pode sempre voltar pra casa. Tente não desistir com os primeiros obstáculos; o início pode ser difícil mesmo, até você se acostumar. Mas se tiver certeza de que não tá valendo a pena, não tem problema, afinal a vida é sua e você decide o que faz com ela. Isso não significa que você fracassou: orgulhe-se por ter tentado.

5. Tenha com quem conversar

Não acho legal viajar e ficar o tempo inteeeeiro em contato com as pessoas “de casa” através das redes sociais, já que o objetivo de sair de casa é se expor a coisas diferentes, né? Mas às vezes é bom conversar com algum amigo ou parente que entenda seu nervosismo. Nos momentos mais críticos, você pode desabafar, mesmo que a distância, e se sentir mais tranquilo. :)

6. Leve recursos que o acalmam

Quando você tá em casa, o que faz pra se sentir melhor quando tá ansioso, triste ou angustiado? Talvez tenha alguma série ou filme que você costuma assistir, uma playlist que lhe acalme, exercícios de yoga que lhe ajudem a relaxar ou um diário onde costuma escrever. Seja o que for, leve consigo: as músicas no celular, os episódios da série baixados no computador, o tapetinho de yoga, um caderninho pra desabafar ou recordar os bons momentos… É bem provável que você nem precise usá-los, mas ajuda saber que estão à mão.

7. Viaje devagar

Viajar pode ser estressante: chegar num destino e ter que entender como as coisas funcionam, se deslocar sem conhecer a cidade, se adaptar a uma nova cultura, correr contra o tempo pra conseguir visitar todos os lugares da sua lista… Cansa só de pensar, né? Viajar devagar é uma boa dica pra aliviar esse estresse e a ansiedade que pode ser provocada pela falta de rotina.

Afinal, não é porque você tá se expondo a situações novas que TUDO precisa ser novo o tempo todo. Você pode, sim, comer mais de uma vez no mesmo restaurante, se já sabe que lá tem um prato que você gosta e que o atendente entende seu inglês. Também pode tirar uma tarde pra ficar descansando à beira-mar, em vez de ir desbravar uma nova atração turística. Ou então passar mais tempo na mesma cidade ao invés de tar pegando um avião pra o próximo destino a cada dois dias.

Distribuindo seus desafios em doses homeopáticas e criando pequenas rotinas, tipo tomar café no bar da esquina ou ler o jornal toda manhã, você se sente mais no controle. De quebra, pode conhecer um pouco melhor o lugar onde tá e se sentir como um “local”. :)

8. Lembre-se que se der errado o mundo não vai acabar

A ansiedade é um monstrinho irracional que faz nosso corpo tentar se proteger de ameaças que muitas vezes não existem de verdade. Mil pensamentos loucos podem passar pela sua cabeça, cheios de cenários negativos. A má notícia é que talvez alguns desses cenários se tornem de fato realidade. Pode ser que você perca o voo, se perca enquanto procura o hotel ou esqueça alguma coisa que pretendia levar, por exemplo.

Pode ser, também, que aquele temido ataque de pânico apareça durante suas férias. Mas se acontecer, aconteceu. Vai passar, assim como passou de outras vezes. E a boa notícia é que você vai sobreviver. Basta respirar fundo, pensar nas possíveis soluções e, caso não consiga resolver só, pedir ajuda a alguém. Você vai perceber que no fim das contas consegue lidar com o que dá errado.

9. Não se compare com outros viajantes

As viagens dos outros parecem maravilhosas no Instagram, né? Dificilmente você vai ver seu colega de trabalho falando nas redes sociais sobre como sentiu medo no avião, como caiu num golpe e perdeu tempo ou dinheiro, como se frustrou quando percebeu que não tinha condicionamento físico pra encarar aquela trilha incrível, como teve dificuldade nos primeiros dias de aula na universidade estrangeira. É muito mais fácil você encontrar um feed cheio de fotos lindas, aventuras incríveis e sorrisos, como se as viagens de todo mundo fossem perfeitas e só a sua tivesse problemas, ou só você tivesse dificuldade pra lidar com o desconhecido. Não caia nessa de acreditar no Instagram!

Da mesma forma, não se compare com outros jeitos de viajar, achando que quem corre o mundo sem planejamento, pega carona, fica em hospedagens alternativas, faz esportes radicais, procura destinos não convencionais etc. é melhor do que você. Se os destinos mais “clichê” têm mais a ver com você, vá pra eles. Se ficar de bobeira na praia é mais seu estilo do que encarar oito horas num barco ou cinco horas de trilha pra chegar numa piscina natural, aproveite sua vibe. Se você prefere viajar com pacote pra não ter preocupações, procure uma agência. Faça o que for mais confortável pra você, não o que parece descolado pra os outros.

10. Saiba que vai ficando mais fácil

Vários estudos indicam que é melhor lidar com a ansiedade se expondo a ela do que evitando-a. Isso se justificaria num nível fisiológico, já que seu sistema nervoso vai se acostumando com as situações, e também psicológico, porque confrontar seus medos traz uma sensação de empoderamento. Além disso, você vai percebendo que os problemas que antecipava não são o fim do mundo e, por isso mesmo, os próximos medos talvez não sejam também tão ruins. Assim, pouco a pouco a tendência é ir relaxando.

Sem falar que com a prática você vai ficando realmente melhor em lidar com as experiências novas, porque já sabe como certas situações funcionam. Cada experiência acaba sendo mais fácil do que a anterior, e essas vivências também têm tudo pra influenciar positivamente seu dia a dia em casa. :)

E você, tem medo de viajar só, morar fora, andar de avião ou qualquer outra coisa relacionada a viagens? Conta aí nos comentários!

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