Pernambuco

Fernando de Noronha: um guia praia a praia

Pernambuco | 04/04/17 | 2 comentários

Praia, praia e mais praia. Existem vários passeios diferentes, mas na real esse é basicamente o resumo dos melhores programas pra se fazer em Fernando de Noronha. <3 Mas tá pensando que é fácil? São tantas praias legais que é difícil escolher pra onde ir.

A maioria – e as mais bonitas – ficam no Mar de Dentro (a parte voltada pra o continente), enquanto o Mar de Fora (que fica virado pra África) tem menos opções, mas como estamos falando de Noronha é claro que tem um monte de coisa legal desse lado também. Quer dar uma olhada no mapa da ilha pra visualizar melhor o que eu tou falando? Clica aqui, ó.

Como falei nesse post, em destinos como esse a natureza vai ditar muita coisa e pode ser que a praia que seu amigo amou não cause o mesmo impacto em você, dependendo principalmente da época do ano. Ainda assim, fiz um resuminho com as principais características e minhas humildes opiniões sobre todas as praias que visitei:

Praia do Cachorro

Essa pequena praia é a mais fácil de chegar pra quem fica na Vila dos Remédios. Por isso, é uma boa opção pra aquele fim de tarde em que você acabou de chegar na ilha ou pra se despedir do mar noronhense naquelas horinhas do último dia, antes de ir pra o aeroporto. Fiquei esperando a maré baixar pra ir subindo pelas pedras no canto da praia até chegar no famoso Buraco do Galego, uma piscina natural no meio das rochas que é uma delícia (especialmente se você tiver a sorte de ficar por lá sozinho).

Tem um bar na praia, pé na areia mesmo, que começa a funcionar quando a maré vai baixando. Lá em cima, antes de você descer a escadinha pra ter acesso à praia, fica o também célebre Bar do Cachorro, que é muito procurado pra o pôr do sol e costuma ter música ao vivo à noite.

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Praia do Meio

A Praia do Meio fica – txaran – no meio entre duas outras, a do Cachorro e a da Conceição. Não achei esse trecho muito especial se comparado ao que tem ao redor, mas o destaque aí é o Bar do Meio, que fica um pouco mais elevado e tem uma estrutura massa.

Além das mesas “normais”, eles oferecem espreguiçadeiras à beira-mar e colchões com almofadas embaixo duns pergolados, bem delícia <3 A vista de lá também não é nada fraca, como mostram as fotos abaixo. ;) A trilha sonora é boa e o pouco que eu consumi tava gostoso. Parece incrível, né? Só tem um porém bem importante: os preços são dos mais salgados que encontrei nos bares de Noronha – que já tão, em geral, num nível meio difícil de lidar, como comentei nesse post sobre custos. Vou falar mais de lá num post sobre onde comer na ilha #cenasdospróximoscapítulos.

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Praia da Conceição

A Conceição foi a praia com a vibe mais “urbana” das que conheci, com gente jogando vôlei e fazendo slackline e uma vibe meio clima de paquera. O fim de tarde lá é bem bonito, com o sol indo embora por trás do Morro do Pico, o ponto mais alto de Noronha. Li que tem uma barraca mais em conta por lá, mas quando fui nem encontrei… Então acabei sentando no bar do Duda Rei, que tem comidinhas e estrutura bem razoáveis, chuveirão e música ao vivo (que eu dispensaria) e preços padrão Noronha (ou seja, altos).

Pra chegar lá é só pegar a Estrada da Alamoa, passando pela ladeira que leva ao Bar do Meio até uma descida onde tem um estacionamento e o acesso à praia. Tem umas placas e qualquer pessoa sabe indicar o caminho, que não é difícil. Se a maré estiver baixa, dá pra ir andando pela praia desde a do Cachorro.

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Cacimba do Padre

Point de surfistas, a praia da Cacimba do Padre podia ser considerada até comum se não fossem os Dois Irmãos, ícones do arquipélago, bem ali na sua cara pra lembrar que você não tá naquela praia de sempre perto de casa (caso você more no litoral como eu :P), mas sim num pedaço de paraíso. É o lugar ideal pra quem gosta de mar agitado, já que lá as ondas podem chegar a seis metros.

Pra tomar um banho de mar tranquilo esse não é, então, o point mais recomendado – o mar aberto e indócil pode lhe dar uns bons caldos. Mas não deixa de ser um lugar bem gostoso pra deitar, ler e ver a vida passar. Só tem um porém: não tem sombra natural por lá e o aluguel do guarda-sol custa, hoje, apenas R$ 30 por dia. Nessa praia você também encontra a Barraca das Gêmeas, que é bem recomendada pela comida, mas não fica à beira-mar mesmo, e sim um pouco mais pra trás.

Pra chegar você pode pegar um ônibus e caminhar por uns 20 minutos por uma estradinha de terra sem graça, ou pegar um táxi e pagar uns R$ 30 e poucos. Fui de ônibus e liguei pra um taxista me pegar na volta. ;) Ah, e pra quem vai de carro/buggy, tem lugar pra estacionar.

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Baía dos Porcos

Se você não surfa, a melhor razão pra ir até a Cacimba do Padre não tá nela, mas na praia ao lado: é que a Baía dos Porcos, uma das maiores lindezas do arquipélago, só pode ser acessada através da sua vizinha. O curto percurso tem que ser feito na maré baixa, então se programe pra chegar lá numa hora boa.

Se possível, leve uma papete (aquelas sandálias meio feiosas que servem pra trilha e deixam o pé bem preso) ou um tênis (fiz isso e levei os chinelos na bolsa), porque é preciso passar por umas pedras pra chegar lá e você não vai querer correr o risco de escorregar ali. Não é nada superdesafiador, mas é preciso um pouco de cuidado.

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E super vale a pena: esse trecho é uma enseada estreitinha, rodeada pelas tais pedras de origem vulcânica, e o resultado é uma paisagem meio selvagem. Como eu fui pra Noronha na época de mar agitado (leia mais sobre quando ir), a praia não tava tão ~ paradisíaca ~ como imagino que seja em outros períodos do ano: os relatos que li falavam de águas límpidas, mil peixinhos e até tartarugas fazendo uma visita. Eu nem me arrisquei a entrar na água, que tava quebrando nas pedras, mas ainda assim me impressionei.

Afinal, não faltam atrativos: de um lado, o paredão de pedra que forma a falésia por onde você passa quando tá indo pra Baía do Sancho (spoiler do próximo tópico). Do outro, as pedras e o mar. E olhando pra direita você encontra um dos ângulos mais fotografados da ilha, com os Dois Irmãos ali pertinho. Como se não bastasse, no meio de tudo isso tem ainda uma piscina natural bem linda – tão linda que é proibido entrar pra não destruí-la.

Importante: não se esqueça de consultar a tábua de marés pra saber o melhor horário pra ir e especialmente pra voltar, porque se a maré começar a subir, o mar pode cobrir parte do caminho e dificultar bastante sua passagem. Quando eu fui lá, tinha um cara sentado nas pedras cujo trabalho aparentemente era alertar os visitantes sobre a proibição de entrar na piscina que mencionei ali em cima e, desconfio, avisar à galera que tá na hora de voltar.

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Baía do Sancho

Eleita como a praia mais bonita do mundo pela terceira vez esse ano pelos usuários do site TripAdvisor, a Baía do Sancho pode até não ser assim a maaaais incrível do universo (desconfio que rola campanha pesada pra garantir esses votos aí :P), mas com certeza foi minha preferida até hoje.

Primeiro que o percurso até lá já é um espetáculo: começa no centro de visitantes Sancho-Golfinho, onde o táxi/buggy/tour para e onde é preciso mostrar o ingresso do Parque Nacional Marinho. Ali você encontra banheiros, lanchonete, lojinha de souvenir e chuveirão – o que precisar faça logo por lá, porque depois não tem mais estrutura.

Em seguida você vai pegar uma trilha delícia e superfácil, sobre plataformas suspensas feitas de madeira fake (plástico reciclado). Nesse percurso, que tá incluído no Ilha Tour, você certamente vai ficar boquiaberto com as vistas da Baía dos Porcos e do Sancho. Mas por incrível que pareça, o melhor ainda tá por vir.

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Pra chegar até o Sancho é preciso descer por um buraco no chão, usando duas escadas dessas totalmente verticais, de metal. Muito cuidado pra não escorregar – a dica é se segurar nos degraus, que dão mais apoio do que o corrimão.

Chegar lá embaixo é uma pequena aventura, mas vale MUITO a pena: fiquei totalmente encantada, sem saber se sentava na areia pra ficar só encarando aquele mar supertransparente e calmo ou se ficava dentro dele admirando as falésias ao redor. As duas opções são mais do que válidas, é claro <3 Outra delícia é mergulhar por lá durante o passeio de barco, que vira post em breve.

Se eu tivesse passado mais tempo na ilha, com certeza algo que queria fazer era voltar pra passar umas boas horas lagarteando nessa praia incrível. Mas fique ligado: tem zero estrutura lá embaixo, então é bom levar suas bebidas, comidinhas, muito protetor solar e chapéu, porque só tem sombra num pedacinho. Vi gente descendo até com guarda-sol (guerreiros :P), e se você tiver snorkel vale a pena levar também.

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Baía do Sueste

Foi no Sueste, uma baía protegida por paredes de pedras, que eu vivi uma das melhores experiências do meu curto período em Noronha – se não a melhor. Foi um snorkeling diferente: em vez de só bater perninhas e bracinhos com máscara e tubo de respiração a postos procurando bichinhos, lá você tem a opção de contratar um guia pra ir puxando você, segurando uma boia redonda, até os lugares onde a vida marinha é mais abundante. Resultado? Vi um mooonte de tartarugas gigantes e tubarões <3 Conto tudo em mais detalhe em outro post, mas fica o registro aqui: passeio recomendadíssimo!

Ir até o Sueste só pra tomar banho não me parece tão interessante, porque a água lá não é tão transparente, já que a região é cheia de algas (o que, por outro lado, faz do lugar um banquete pras simpáticas tartarugas). A vantagem é que essa é das poucas praias onde o único ônibus da ilha para “na porta”, mas minha visita foi numa das paradas do Ilha Tour.

Você também encontra por lá um Centro de Visitantes com banheiros, chuveirão, lanchonete, aluguel de snorkel, guarda-volumes e algumas mesinhas. Ah, fique atento: a praia fica na área do Parque Nacional Marinho, então é preciso ter o cartãozinho do parque pra entrar (falei dele aqui) e é proibido ir pra o mar com pau de selfie e o bastão da GoPro (amarrei a minha na mão). Também é obrigatório o uso de colete salva-vidas caso você vá fazer snorkeling ali (pelamordedeus, não deixe de fazer!). Ah, e já ia me esquecendo: ela fica no Mar de Fora.

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Praia do Leão

Eu fui na Praia do Leão durante o Ilha Tour, passeio de 4×4 que percorre vários pontos do arquipélago durante o dia, e foi lá que dei meu primeiro mergulho no mar noronhense. Como tava no tour não pude passar muito tempo, mas achei uma das praias mais legais: não tem estrutura nenhuma (comidas, bebidas, guarda-sol etc.) e tava deserta quando cheguei, e por isso mesmo foi um dos lugares onde mais me senti num outro planeta.

A praia tem esse nome por causa de uma pedra grande no meio do mar, que dizem parecer um leão marinho deitado (haja imaginação :P). Ela também fica no Mar de Fora e, segundo o guia, normalmente tem muita correnteza, por isso recomenda-se tomar banho ali com água só até a cintura. Dei sorte porque no dia em que fui tava sem vento e o mar tava calminho e delícia. Ah, ela é também uma das principais praias pra reprodução de tartarugas marinhas, que ocorre especialmente de dezembro a junho.

Cheguei lá descendo por uma pequena trilha a partir da Colina de São Pedro, onde fica a simpática Capela de São Pedro, logo depois da Praia do Porto.

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Praia do Boldró

Acho que a maioria das pessoas só vê essa praia a partir do Mirante do Boldró, ponto famoso pra contemplar o pôr do sol – normalmente, ele é a última parada do Ilha Tour. No meu passeio, como tínhamos tempo sobrando o guia fez antes uma parada na praia em si, onde sentamos por um tempinho num bar meio rabugento à beira-mar. Já era fim de tarde e a maré tava alta, então a praia não tava no seu melhor momento. Pelo que vi, não achei um lugar imperdível pra o padrão Noronha, mas não deixa de ser uma bela praia.

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Praia do Porto

Fui até a Praia do Porto pra fazer o passeio de barco e o plana sub, um passeio em que você vai sendo puxado por um barco enquanto segura uma prancha de acrílico, usando snorkel pra ver a vida marinha por baixo. Também é de lá que saem as opções mais baratas de mergulho de cilindro, feitas num naufrágio que fica ali perto.

Fora isso, a praia é bonita pra ser contemplada do Mergulhão (bar charmoso que vai ganhar post aqui em breve), especialmente no pôr do sol. Mas pra curtir durante o dia não é o ideal, já que é um porto, meio movimentado e um pouco bagunçado (apesar do charme dos barquinhos coloridos que sempre me conquista).

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E você, que praias de Noronha mais conquistaram seu coração? Conta aí nos comentários!

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